Ópera - Os Contos de Hoffman

Ópera - Os Contos de Hoffman

Livre Ópera

Sobre o que é a obra

Les Contes d'Hoffmann, de Jacques Offenbach, é uma das óperas mais executadas do repertório francês. A versão em tela mostra o poeta Hoffmann passando a noite em uma taverna, lembrando três amores perdidos.

Cada um dos três atos revela uma mulher diferente: Olympia, Giulietta e Antonia. Em todos eles, um vilão sombrio aparece para destruir o romance. A estrutura não é linear: é feita de flashbacks, flashbacks de flashbacks e muito licor.

O resultado é uma peça visualmente caprichada, com figurinos suntuosos e cenários que misturam fantasia e melancolia. É a típica produção da Metropolitan Opera: grandiosa, com coro numeroso e orquestra afiada.

Quando estreou e por que importa

A ópera original estreou em 1881, pouco após a morte de Offenbach. Desde então, virou peça obrigatória do repertório de qualquer casa de ópera de peso. A versão filmada chegou ao circuito de cinemas brasileiros em 2017, como parte da temporada The Met: Live in HD.

É lembrada pela Barcarolle, uma das melodias mais bonitas já escritas para voz e orquestra. Para quem estuda canto, é praticamente um rito de passagem.

A produção com Anna Netrebko circulou por salas do mundo todo e se tornou referência entre as gravações recentes.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Anna Netrebko sustenta quase três horas de palco com voz firme e presença cênica rara. A Barcarolle e a ária de Olympia são arrepiantes na execução ao vivo.

Os figurinos e a iluminação de Bartlett Sher dão o tom onírico que a história pede.

Ponto fraco: A narrativa fragmentada confunde quem não conhece a ópera. Os três atos têm soluções cômicas diferentes, e o espectador iniciante pode se perder.

Não há ação no sentido cinematográfico: é palco filmado, com cortes limitados e ângulos que respeitam a plateia.

Curiosidades de bastidor

  • Offenbach nunca viu a estreia: morreu quatro meses antes, em outubro de 1880.
  • A Met transmitiu esta produção ao vivo para mais de 2 mil cinemas em 73 países, um recorde para a casa na época.
  • As mesmas cenas da taverna servem de moldura para os três atos, mudando apenas a iluminação do balcão.

Perguntas frequentes

Ópera - Os Contos de Hoffmann é boa para iniciantes?

É uma das portas de entrada mais amigáveis ao repertório francês, mas exige paciência com a estrutura em três atos. Vá sabendo que dura cerca de três horas com intervalo.

Quem canta o papel principal?

Anna Netrebko interpreta Hoffmann e divide as três heroínas (Olympia, Giulietta e Antonia) com figurinos diferentes em cada ato.

Tem cena pós-créditos?

Não. A peça termina com o funeral de Hoffmann, sem sequência extra. Créditos finais sobem logo após os aplausos da plateia da Met.

É a mesma história de Coppelia, o balé?

Não. A confusão é comum porque ambas usam referência ao doutor Coppélius e a uma boneca que ganha vida, mas são obras distintas de autores diferentes.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ópera e canto lírico, especialmente quem acompanha a temporada da Metropolitan.
  • Estudantes de canto e regência que querem ver uma produção-modelo da Barcarolle.
  • Quem já gostou de Norma ou Macbeth - Ópera na Tela e quer conhecer o repertório francês do século XIX.


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