Ópera: Iolanta - O Quebra-Nozes
O que é
Não é bem um filme: é uma sessão dupla de artes cênicas gravada em Paris. A obra reúne a ópera Iolanta e o balé O Quebra-Nozes, os dois com música de Tchaikovsky, num único programa de cerca de 3 horas pensado para o público de cinema.
A primeira parte é a ópera. Conta a história da princesa Iolanta, cega de nascença e protegida pelo rei, que nunca soube que existe algo chamado visão. Quando um conde a visita, o segredo vem à tona e ela decide enxergar.
A segunda parte é o balé clássico de Natal, com a menina Clara sonhando com soldados, ratos e doces, embalada pela partitura inconfundível de Tchaikovsky e a coreografia lendária de Rudolf Nureyev.
Estreia e legado
Chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, dentro do circuito de transmissões ao vivo (encore) da Ópera de Paris. A combinação incomum de ópera e balé no mesmo programa foi um chamariz raro para o público brasileiro, acostumado a ver as duas obras em sessões separadas.
Desde então, virou referência entre os fãs do formato "Ópera na Tela" no país. Quem não foi ao cinema naquela época costuma buscar a gravação justamente por conta do A Noiva do Czar e outros títulos do mesmo ciclo, também exibidos em salas no mesmo período.
O repertório é atemporal: tanto Iolanta quanto O Quebra-Nozes já passaram por dezenas de remontagens no mundo todo e seguem sendo obras obrigatórias no currículo de qualquer casa de ópera.
Vale o ingresso?
Ponto alto: O contraste entre a delicadeza intimista de Iolanta, dirigida por Dmitri Tcherniakov, e a explosão visual do balé clássico funciona muito bem. A ópera ganha uma leitura enxuta e moderna, enquanto o Quebra-Nozes mantém a grandiosidade tradicional de Nureyev.
Ponto fraco: São 180 minutos sem intervalo único bem marcado entre as obras, e quem não curte ópera na primeira metade precisa aguentar até o balé chegar. Não é indicado para quem espera narrativa contínua: aqui a história é fragmentada em dois atos quase independentes.
Para o público certo, a sessão dupla vira uma experiência imersiva bem acima do que uma sala de concerto comum oferece em termos de detalhe de figurino e legibilidade da orquestra.
Curiosidades
- Ambas as obras têm música de Tchaikovsky, e foram compostas com menos de dois anos de diferença, no fim da década de 1890.
- A coreografia de O Quebra-Nozes nesta montagem é a versão criada por Rudolf Nureyev em 1985, que estreou na Ópera de Paris e se tornou referência mundial.
- A direção de Dmitri Tcherniakov em Iolanta transfere a ação para um cenário único e contemporâneo, fugindo do realismo histórico tradicional do repertório russo.
Perguntas frequentes
É um filme ou uma ópera gravada?
É uma transmissão registrada ao vivo (encore) na Ópera Nacional de Paris, exibida nos cinemas como sessão única. Não tem narrativa cinematográfica convencional, mas capta a montagem cênica completa.
Quanto tempo dura?
São aproximadamente 180 minutos, incluindo as duas obras: Iolanta (cerca de 90 min) e O Quebra-Nozes (cerca de 90 min). A sessão costuma ter um intervalo entre as partes.
Preciso entender russo para acompanhar?
Não. As exibições em cinemas brasileiros geralmente oferecem legendas em português, e a parte do balé é integralmente sem canto, conduzida pela orquestra e pela coreografia.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ópera clássica que querem conhecer Iolanta fora do repertório mais óbvio (La Traviata, Carmen, Don Giovanni).
- Quem ama o balé O Quebra-Nozes e quer ver a versão de Nureyev, com o Corpo de Baile da Ópera de Paris no palco.
- Habitués do circuito "Ópera na Tela" em cinemas, que buscam títulos menos óbvios do catálogo, como A donzela da neve ou A Coroação de Popeia.
Título original: Ópera: Iolanta - O Quebra-Nozes
País de origem: Paris
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Dmitri Tcherniakov
Principais atores: