Ong Bak - Guerreiro Sagrado
Do vilarejo para o inferno de Bangkok
Na vila rural de Nong Pradu, a cabeça do buda sagrado Ong Bak some. O roubo é um sacrilégio que tira a paz de uma comunidade inteira.
O jovem Ting, especialista em artes marciais Muay Boran, é escolhido para atravessar a capital tailandesa e trazer a relíquia de volta.
No caminho, o guerreiro ingênuo descobre que Bangkok guarda uma rede de criminosos dispostos a tudo para mantê-lo longe do buda.
O longa aposta em coreografias reais, sem fios, sem cortes rápidos e sem CGI. Tudo é pancadaria crua filmada em plano-sequência, o que já o coloca em outro patamar dentro do gênero.
Estreia e legado
Lançado em 2003 na Tailândia, Ong Bak chegou ao circuito internacional em 2004 e virou febre em locadoras e festivais de cinema de gênero.
O filme colecionou cult em mercados que pouco consumiam cinema tailandês e abriu portas para que a ação asiática pós-2000 ganhasse espaço em Hollywood.
Em território tailandês, foi premiado pela Thai Film Association e ajudou a consolidar o diretor Prachya Pinkaew como referência do cinema de pancadaria dos anos 2000.
Hoje, é lembrado como o trampolim de Tony Jaa e influência direta de Ong Bak 2 e Ong Bak 3.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a sequência da perseguição a pé, em becos, cercas e galhos de árvores. Tony Jaa corre, pula e se estapeia com uma fluidez que poucos filmes do gênero repetiram.
A luta em um cômodo cheio de pessoas, resolvida em plano-sequência sem cortes, é um dos momentos mais celebrados do cinema de artes marciais dos anos 2000.
Ponto fraco: o roteiro é funcional. Ting é um protagonista quase sem camadas, e os vilões funcionam só como desculpa para a próxima sequência de socos.
Quem busca trama densa vai sair frustrado. Quem busca pancadaria artesanal, sai feliz.
Curiosidades de bastidores
- Tony Jaa é formado em Muay Boran e recusou, no início, o uso de dublês e fios em qualquer cena do longa.
- O diretor Prachya Pinkaew escalou Tony Jaa após vê-lo em vídeos caseiros gravados em monastérios do interior da Tailândia.
- O sucesso internacional do filme abriu caminho para uma das sequências mais malucas dos anos 2000, o já citado Ong Bak 2.
Perguntas frequentes
Ong Bak tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina junto com a resolução da história, sem gancho extra ou sequência escondida.
Preciso assistir antes de Ong Bak 2?
Não é obrigatório, mas o primeiro filme explica a origem do protagonista e o estilo de luta que fica ainda mais insano na sequência.
Ong Bak é violento demais?
A violência é constante e crua, típica do cinema de artes marciais tailandês, mas não chega ao nível gráfico de filmes como Olho por Olho ou Skin Trade.
Tony Jaa faz todas as cenas de luta?
Sim. Esse é justamente o principal chamarisco do filme: nada de dublê, nada de corte digital para esconder a queda.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de ação asiático que assistiram de tudo, de Donnie Yen a Iko Uwais, e procuram a raiz tailandesa do Muay Thai cinematográfico.
- Colecionadores de filmes cult de artes marciais que preferem lutas reais sem CGI e valorizam o trabalho de corpo do ator.
- Curiosos pela filmografia de Tony Jaa que querem entender a origem antes de maratonar os derivados como Triple Threat e SPL 2.