Veja o trailer do filme Ong Bak 2 - O Guerreiro Sagrado Voltou
Ong Bak 2 - O Guerreiro Sagrado Voltou
O que é Ong Bak 2?
Ong Bak 2 é um filme de artes marciais que funciona quase como um prelúdio temático do primeiro longa, mas com liberdade criativa maior. A premissa é simples: um garoto escapa da morte, é adotado por uma aldeia de guerreiros-dançarinos e cresce treinando até virar uma máquina de combate.
Apesar do título sugerir continuação direta, a história se passa séculos antes, no Reino de Ayutthaya, em 1431. O roteiro mistura lendas tailandesas, referências bíblicas e misticismo sem se prender a nenhum desses fios com muito rigor.
Na prática, é um veículo para Tony Jaa mostrar que manda bem tanto na direção quanto na frente das câmeras.
Quando estreou e por que ainda é lembrado
Lançado em 2008, Ong Bak 2 chegou aos cinemas como projeto pessoal de Tony Jaa, que bancou boa parte da produção após o sucesso do filme original de 2003.
A estreia internacional aconteceu no Festival de Cannes, fora da competição, gerando burburinho entre distribuidores europeus. O longa arrecadou cerca de 16 milhões de dólares no mundo, número modesto, mas suficiente para consolidar Tony Jaa como astro de ação fora da Ásia.
Hoje é lembrado como um dos pontos altos do cinema tailandês de combate, justamente por ter sido um dos últimos a apostar em pancadaria real, sem retoque digital pesado.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a coreografia. Cada sequência de luta é desenhada como uma mini-peça de teatro, com uso inteligente de animais, armas improvisadas e cenários naturais. O clímax, com Tien cercado por dezenas de adversários, é hipnótico.
Ponto fraco: a narrativa se fragmenta. Tien pula de mentor em mentor, e a referência bíblica a Moisés aparece e some sem payoff emocional. O espectador que busca história consistente sai frustrado.
Para quem quer espectáculo físico, é entrega total. Para quem espera drama épico, fica a sensação de rascunho inacabado.
Curiosidades de bastidor
- Tony Jaa apareceu na coletiva de imprensa do filme em 2008 e tentou fugir de uma queda de um prédio alto, o que gerou comoção internacional e reforço da imagem de artista radical.
- As cenas com elefantes, tigres e búfalos usaram animais treinados da vida real, não CGI, o que rendeu processo de proteção animal na época.
- O roteiro mistura livremente mitologia budista, hindu e o Éxodo bíblico, com Tien basicamente atravessando um Mar Vermelho próprio.
Perguntas frequentes
Ong Bak 2 é continuação do primeiro?
É prelúdio. A história se passa séculos antes do longa de 2003 e não exige tê-lo visto, embora ajude a entender o universo.
Tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa se encerra antes da subida dos créditos finais, então pode levantar da poltrona sem medo de perder nada.
É um filme histórico fiel?
Não. O período Ayutthaya é pano de fundo, mas a trama funciona mais como fantasia de época, com elementos mitológicos e pouca preocupação com precisão documental.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Tony Jaa e do cinema de pancadaria tailandês que já maratonaram Ong Bak 3 e Chocolate.
- Entusiastas de artes marciais puras, que preferem dublês reais a wirework digital estilo Velozes & Furiosos 7.
- Curiosos por cinema asiático de gênero, que curtem títulos como SPL 2 e Triple Threat.
Título original: Ong Bak - The Beginning
País de origem: Tailândia
Diretor: Tony Jaa, Panna Rittikrai
Principais atores: