Odisseu e a Ilha da Neblina
O que é Odisseu e a Ilha da Neblina
Dez anos se passaram desde a queda de Troia e o rei Odisseu finalmente quer voltar para casa. Só que Poseidon tem outros planos.
O longa de fantasia ação e aventura parte da mitologia grega para jogar o herói numa maldição marítima. Cíclopes, bruxas e sereias aparecem no caminho.
Dirigido por Terry Ingram, o filme adapta a Odisseia de Homero com tempero B-movie. É praticamente um TV movie que tenta parecer épico em 85 minutos.
O resultado lembra um episódio estendido de série dos anos 2000, com armaduras de borracha e monstros digitais que pedem paciência.
Quando estreou e por que foi esquecido
Odisseu e a Ilha da Neblina chegou ao mercado internacional em 2008, com lançamentos pontuais ao longo de 2009. No Brasil, circulou em catálogos de TV a cabo e locadoras, sem campanha de cinema.
O longa nunca teve distribuição relevante no circuito brasileiro e caiu no limbo dos títulos de catálogo. Não há registro de passagem por festivais como Cannes, Veneza ou Toronto.
Também não figura nas listas de indicados ao Oscar, BAFTA ou qualquer prêmio técnico da categoria ficção científica ou fantasia.
Hoje ele sobrevive mais pela curiosidade em torno do protagonista e pelo trabalho de Arnold Vosloo, que tinha no currículo Blockbusters como A múmia 2017 e G.I. Joe - A Origem de Cobra 2009. Fora isso, é praticamente invisível no circuito cultural.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a presença de Arnold Vosloo como Odisseu dá dignidade ao protagonista. Ele é a âncora do filme e carrega o peso de uma das figuras mais famosas da épico mitologia.
O roteiro tenta abraçar Homero, mitologia e fantasia de forma competente para o orçamento que tem. As cenas de batalha e a ambientação marítima têm charme artesanal.
Ponto fraco: os efeitos visuais são o calcanhar de Aquiles. As criaturas aladas, a Deusa do Submundo e os monstros digitais não convencem em nenhum momento.
O ritmo também oscila entre apressado e parado, especialmente no segundo ato. Faltam cenas de impacto que justifiquem a escala prometida.
Curiosidades de bastidores
- A produção foi rodada no Canadá, aproveitando locações da Colúmbia Britânica para simular o Mar Egeu, emulando produções como 1492 - A Conquista do Paraíso.
- Arnold Vosloo estava em fase de transição entre blockbusters de Hollywood, como Diamante de Sangue 2007, e projetos de orçamento mais modesto.
- O título internacional Odysseus & the Isle of Mists reflete o tom do filme: uma fantasia sombria, mais Percy Jackson e o Ladrão de Raios 2010 do que Tróia épica.
Perguntas frequentes sobre Odisseu e a Ilha da Neblina
Odisseu e a Ilha da Neblina tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma definitiva antes dos créditos finais, sem gancho ou sequência extra.
Onde assistir Odisseu e a Ilha da Neblina online?
O filme aparece de forma irregular em catálogos de streaming e locadoras digitais. Confira a grade atualizada na seção de programação desta página.
O filme é fiel à Odisseia de Homero?
Não. A produção usa Homero como ponto de partida, mas inventa livremente a Ilha da Neblina, a Deusa do Submundo e as criaturas aladas. É fantasia livre, não adaptação literária.
Pra quem é este filme:
- Fãs de fantasia mitológica B: quem curte adaptações de Homero, Hesíodo e Percy Jackson em qualquer formato, até em TV movie dos anos 2000.
- Caçadores de Arnold Vosloo: quem acompanha a carreira do ator sul-africano de A múmia 2017 a G.I. Joe - Retaliação 2013 e quer ver seus trabalhos menos conhecidos.
- Maratonistas de curiosidade arqueológica: quem gosta de escavar catálogos de streaming atrás de pérolas esquecidas do cinema de gênero dos anos 2000.
Título original: Odysseus & the Isle of Mists
País de origem: Reino Unido
Data do lançamento: 31/12/2009
Diretor: Terry Ingram
Principais atores: