Veja o trailer do filme A múmia

A múmia

A múmia

Sobre o que é A Múmia (2017)

Em A Múmia, o espectador acompanha Nick Morton, um saqueador de artefatos interpretado por Tom Cruise, que tropeça em algo bem maior do que esperava no meio do Oriente Médio.

Na Mesopotâmia, séculos antes, a princesa Ahmanet foi traída às vésperas de invocar Set, deus da morte. Mumificada e enterrada viva, ela aguarda o dia em que alguém destampe o sarcófago.

Nick e o parceiro Chris encontram a tumba por acidente, junto com a arqueóloga Jenny Halsey. A partir daí, Ahmanet desperta, elege Nick como receptáculo de Set e parte em busca da adaga que vai abrir o portal para o deus. O longa mistura ação, terror e fantasia em proporções quase iguais.

Quando estreou e o que ficou dele

A Múmia chegou aos cinemas brasileiros em 8 de junho de 2017, apostando alto como cartão de entrada do Dark Universe, a resposta da Universal ao universo compartilhado de monstros.

O filme custou cerca de 195 milhões de dólares e fez em torno de 410 milhões no mundo — comercialmente ok, mas bem abaixo do esperado para um lançamento que pretendia começar uma franquia. A crítica o recebeu com frieza, o público compareceu e saiu dividido, e o roteiro do trio David Koepp, Christopher McQuarrie e Dylan Kussman rendeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de pior roteiro.

O resultado prático foi o fim do Dark Universe antes mesmo de nascer: Russell Crowe como Dr. Jekyll continua sendo a única ponte oficial entre A Múmia e o que veio depois. Hoje o longa é lembrado mais pelo colapso do projeto do que pelo filme em si, e acabou virando objeto de curiosidade entre fãs de blockbusters desastrosos e de filmes de monstro da Universal.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Sofia Boutella rouba o filme. Ela transforma Ahmanet numa ameaça física, sensual e instável, com presença de cena suficiente para ofuscar qualquer limitação do roteiro.

Ponto alto: Tom Cruise segue entregando seu pacote padrão de corrida, queda e heroísmo improvável. As sequências de zero-G no avião e a sequência do zoológico com zumbis funcionam bem como aventura pop.

Ponto fraco: o tom não decide o que quer ser. O filme troca do terror para a comédia pastelão, vira romance e ainda tenta plantar um universo maior sem fechar o próprio arco.

Ponto fraco: a terceira hora acumula regras de magia soltas no ar, vilões que aparecem do nada e uma resolução morna, com a sensação de piloto que nunca virou série.

Curiosidades de bastidores

  • O roteiro passou por reescritas de última hora, com Tom Cruise e Christopher McQuarrie (parceiro de Jack Reacher: Sem Retorno) entrando no processo de reescrita às pressas, algo que ajuda a explicar o tom Frankenstein do resultado final.
  • O fracasso do longa levou a Universal a abandonar o Dark Universe e recalibrar a estratégia, hoje focada em terror independente com marcas próprias como Annabelle.
  • Antes do reboot, Magnólia já tinha mostrado que Cruise topava projetos arriscados; A Múmia representou outro tipo de risco, desta vez como carro-chefe de franquia milionária.

Perguntas frequentes sobre A Múmia (2017)

A Múmia (2017) é sequência dos filmes com Brendan Fraser?

Não. É um reboot que ignora a trilogia original estrelada por Brendan Fraser e Rachel Weisz. A ideia era começar um novo universo compartilhado de monstros da Universal, que acabou não saindo do papel.

Quem dirige A Múmia 2017?

A direção é de Alex Kurtzman, que tinha acabado de comandar Star Trek - Sem Fronteiras. Stephen Sommers, diretor da trilogia original, não participa deste longa.

A Múmia (2017) tem cena pós-créditos?

Sim. Há uma cena no meio dos créditos que planta a ideia de Dr. Jekyll e o futuro do Dark Universe, além de um teaser final curto. Nenhuma das duas ganhou continuação direta.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ação com Tom Cruise que topam um blockbuster bagunçado em troca de duas ou três cenas memoráveis de stunt.
  • Curiosos de universos cinematográficos que gostam de dissecar o fracasso do Dark Universe, lado a lado com casos como Rei Arthur: A Lenda da Espada.
  • Espectadores de fim de sexta à noite que só querem terror leve, aventura sem compromisso cerebral e pipoca à vontade.