Veja o trailer do filme O Terminal

O Terminal

O Terminal

O Terminal: o passageiro que virou mobília do aeroporto

O filme O Terminal parte de uma premissa simples e charmosa: e se você não conseguisse nem entrar nem sair de um aeroporto? O longa de Steven Spielberg acompanha Viktor Navorski, turista vindo de um país fictício do leste europeu que, ao aterrissar em Nova York, descobre que seu passaporte deixou de existir no meio do voo. Golpe de estado. Sem visto, sem cidadania válida, sem volta.

Preso na zona cinzenta do terminal, Viktor não surta. Observa, aprende, reaprende. Em poucos dias, ele já decorra o mapa do saguão, faz amizade com funcionários de limpeza e vira espécie de mascote involuntário do local. A direção de Spielberg trata o cenário com aquele capricho visual que lembra ET, o Extraterrestre: cada corredor, cada refletor, cada placa parece um pequeno universo.

De 2004 para cá: como o filme envelheceu

Estreado em 10 de setembro de 2004, O Terminal chegou aos cinemas em um momento curioso: os Estados Unidos ainda digeriam os desdobramentos do 11 de Setembro, e a ideia de um aeroporto como lugar de suspensão de direitos virou quase metáfora involuntária. O longa rendeu indicação ao Oscar de Melhor Ator para Tom Hanks e consolidou a parceria entre o ator e Spielberg, que já tinham trabalhado juntos em Forrest Gump.

Hoje, o filme é lembrado como um exemplar menor, mas afetuoso, da filmografia de Spielberg. Não é um Tubarão nem um ET, mas ocupa um cantinho próprio. Quem revê percebe o quanto o tema do pertencimento continua atual, em qualquer lugar do mundo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a interpretação silenciosa de Tom Hanks. O ator quase não fala inglês nas primeiras cenas, e mesmo assim conduz tudo com olhares, gestos e um timing cômico afiadíssimo. É trabalho de feras.

Ponto fraco: o segundo ato derrapa um pouco. O romance com a comissária de bordo, vivido por Catherine Zeta-Jones, soa meio encaixado à força, e o roteiro alonga situações que já tinham rendido o que tinham para dar.

Ainda assim, é sessão confortável. Funciona bem no domingo à tarde com pipoca.

3 fatos rápidos dos bastidores

  • O cenário do terminal foi construído do zero em um galpão nos estúdios DreamWorks. O set era tão detalhado que funcionários da produção chegavam a se perder nele.
  • Tom Hanks aprendeu polonês, búlgaro, francês e russo para compor o sotaque de Viktor, já que o país fictício do personagem mistura várias línguas.
  • Zoe Saldana aparece no início da carreira, ainda longe do papel em ficção científica que a consagraria anos depois.

Perguntas frequentes

O Terminal é baseado em uma história real? Sim. O roteiro se inspirou na história de Mehran Karimi Nasseri, refugiado iraniano que viveu 18 anos no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. A situação real, porém, é bem mais triste que a versão de Spielberg.

O Terminal tem cena pós-créditos? Não. O filme termina de forma fechada, com a câmera se afastando enquanto Viktor finalmente entra em Nova York. Pode levantar da poltrona sem medo.

Qual a classificação etária do filme? A classificação varia por país, mas no Brasil o longa costuma ser recomendado para maiores de 12 anos, por algumas situações de tensão e o tema do refúgio.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de Spielberg que curtem o lado humano do diretor, fora do bloco deblockbusters de aventura.
  • Quem gosta de drama de personagem, daqueles em que o protagonista só precisa de um banco de praça e um café para virar o centro do mundo.
  • Apaixonados por histórias sobre deslocamento cultural, imigração e a burocracia que separa pessoas de lugares.