Veja o trailer do filme O Super Lobista

O Super Lobista

Do lobby ao tribunal: a queda de Jack Abramoff

O Super Lobista parte de uma premissa simples e curiosa: e se o cara mais bem conectado de Washington for o mesmo que assina cheques para um assassinato?

O filme acompanha Jack Abramoff, lobista que transformou influenciar parlamentares em uma indústria bilionária. No centro dessa teia estão cassinos, contas em paraísos fiscais e um crime que ninguém quer ver explicado direito.

Baseado em fatos reais, o longa mistura a megalomania de um operador político com a fragilidade de alguém que acha que nunca vai ser pego. O resultado é um suspense com cara de drama institucional e momentos pontuais de humor ácido.

Para quem curtiu o clima de crítica ao american way of life em Beleza Americana, o terreno aqui é parecido, só que de terno e gravata em vez de gramado.

Estreia, contexto e legado

O Super Lobista chegou aos cinemas brasileiros em 15 de agosto de 2011, poucos anos depois do estouro do escândalo Abramoff, que dominou o noticiário político dos Estados Unidos entre 2005 e 2008.

O caso real expôs um esquema de corrupção que envolveu congressistas, assessores e grupos ligados a cassinos nativos americanos. Foi um dos maiores escândalos de lobby da história recente dos EUA.

Infelizmente, o filme acabou ofuscado por uma tragédia fora das telas: o diretor George Hickenlooper faleceu poucos dias antes da estreia norte-americana, em outubro de 2010, aos 47 anos. Foi seu último trabalho.

Hoje, é um título de catálogo, lembrado mais pela atuação central do que pelo impacto cultural. Não ganhou Oscar, nem Cannes. Ficou como um documento curioso sobre uma era específica da política americana.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Kevin Spacey está imerso no personagem. Ele carrega o filme nas costas com a arrogância calculada de quem acha que a política é só um grande jogo de apostas.

Os diálogos têm sacadas afiadas sobre como Washington realmente funciona, longe do moralismo de novela.

Ponto fraco: o ritmo desanda no segundo ato. A trama central de corrupção convive com a subtrama do assassinato de forma desorganizada, e o espectador sente que está sempre esperando algo explodir.

O longa nunca decide se quer ser sátira, thriller ou biografia. Fica no meio-termo.

  • O diretor George Hickenlooper faleceu em 29 de outubro de 2010, antes da estreia americana do filme, tornando O Super Lobista seu trabalho póstumo.
  • O título original, Casino Jack, é uma referência ao codinome pelo qual Abramoff era conhecido nos corredores do Congresso americano.
  • Kevin Spacey e Jon Lovitz tinham parceria antiga de bastidores, e essa foi uma das últimas vezes em que trabalharam juntos em cena.

O Super Lobista é baseado em fatos reais? Sim. O filme dramatiza o escândalo de corrupção do lobista Jack Abramoff, que envolveu congressistas americanos e o setor de cassinos no início dos anos 2000.

Quem dirige O Super Lobista? A direção é de George Hickenlooper, cineasta americano conhecido por documentários e dramas políticos. O longa foi seu último trabalho antes de falecer, em 2010.

O Super Lobista tem cena pós-créditos? Não. O filme termina com a resolução narrativa convencional e não apresenta cenas extras após os créditos.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas políticos baseados em fatos reais que curtem histórias sobre bastidores de poder e escândalos institucionais.
  • Admiradores de Kevin Spacey interessados em papéis densos e morally ambiguous, fora do universo de House of Cards.
  • Leitores de jornalismo investigativo que acompanharam o caso Abramoff e querem ver a versão dramatizada.