Veja o trailer do filme O Som do Trovão

O Som do Trovão

O Som do Trovão

Viagem no tempo com dinossauro e orçamento curto

Imagine um futuro próximo onde bilionários entediados pagam fortunas para caçar dinossauros. Esse é o ponto de partida de O Som do Trovão (A Sound of Thunder), ficção científica de 2005 dirigida por Peter Hyams e adaptada do conto clássico de Ray Bradbury.

A premissa é sedutora: uma empresa de turismo temporal leva executivos para o Cretáceo. A regra de ouro é simples — nada pode ser tocado, pisado ou alterado no passado. A menor violação pode detonar o chamado efeito borboleta.

Quando um acidente derruba essa regra, o guia Travis Ryan, vivido por Edward Burns, precisa voltar no tempo para consertar o estrago antes que o presente se desfaça. A premissa do gênero é boa, mas a execução tropeça feio.

De conto cult a filme dos anos 2000

O conto original de Ray Bradbury, publicado em 1952, é considerado um dos textos mais influentes sobre viagem no tempo e efeito borboleta. A ideia ganhou várias tentativas de adaptação ao longo das décadas antes de virar filme em 2005.

A produção estreou nos cinemas em 31 de dezembro de 2005, com lançamento discreto e pouquíssima divulgação. O longa foi um fracasso de bilheteria, rendendo cerca de 11 milhões de dólares contra um orçamento estimado de 80 milhões.

A crítica internacional foi impiedosa: acumulou indicações ao Framboesa de Ouro. Hoje, é lembrado mais como curiosidade e exemplo de adaptação mal-sucedida do que como obra cult.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a premissa do conto de Bradbury permanece intrigante. A ideia de caçada a dinossauros regida por regras rígidas, com a paranoia de uma alteração mínima desfechando o futuro, tem fôlego para um ótimo thriller.

Ponto fraco: a execução não acompanha. O CGI dos dinossauros é claramente datado e o roteiro confunde o espectador em vez de criar tensão. As atuações são burocráticas, especialmente a de Edward Burns, que parece perdido no próprio filme.

Peter Hyams dirige no piloto automático, sem o pulso que mostrou em obras como 2010 - O Ano Em Que Faremos Contato. O ritmo é lento e a lógica científica é mal explicada. Para quem curte ficção científica mais cerebral, a decepção é quase inevitável.

Bastidores e fatos rápidos

  • A produção passou por refilmagens pesadas depois de testes ruins com o público, sem conseguir reverter a recepção negativa.
  • Os dinossauros em CGI foram criados pela mesma equipe que trabalhou em A Máquina do Tempo, de 2002, mas o resultado final foi considerado inferior.
  • É uma das raras adaptações do conto de Ray Bradbury, cuja história é citada como influência em filmes como De Volta para o Futuro e Efeito Borboleta.

Perguntas frequentes

O Som do Trovão é bom?

Não. O longa é considerado um dos fracassos de crítica mais marcantes da ficção científica dos anos 2000, com roteiro confuso e efeitos visuais datados.

Qual é a classificação do filme?

O longa recebeu avaliações ruins em agregadores como Rotten Tomatoes e Metacritic, com notas abaixo da média para o gênero de ficção científica.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina sem cenas extras após os créditos finais.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica datada: quem assiste com curiosidade histórica a adaptações dos anos 2000 baseadas em contos clássicos, mesmo sabendo que podem ser irregulares.
  • Curiosos de cinema B: quem coleciona filmes mal-avaliados que viraram casos de estudo sobre orçamentos estourados e promessas não cumpridas em Hollywood.
  • Admiradores de Ray Bradbury: leitores do conto original que querem conferir como Hollywood tratou uma das histórias mais influentes sobre viagem no tempo.

Título original: A Sound of Thunder

País de origem: EUA

Data do lançamento: 31/12/2005

Diretor: Peter Hyams

Principais atores: