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2010 - O Ano Em Que Faremos Contato
O que acontece no filme
Nove anos após os eventos de 2001, uma missão conjunta soviética-americana parte em direção a Júpiter a bordo da nave Leonov.
O objetivo é encontrar a Discovery, ainda à deriva, e investigar o que aconteceu com o computador HAL 9000.
Dirigida por Peter Hyams, a trama adapta o romance de Arthur C. Clarke e responde algumas das perguntas deixadas pelo filme original de Kubrick.
Reestreia e legado
Produzido em 1984, 2010 é a continuação direta de 2001: Uma Odisséia no Espaço, lançada originalmente em 1968.
Foi pensado como uma produção de menor orçamento, mas ainda assim recebeu quatro indicações ao Oscar, incluindo efeitos visuais e maquiagem.
Embora a crítica da época tenha sido mista, o filme é lembrado por apresentar uma das mensagens mais famosas do cinema de ficção científica: "Todos esses mundos são seus, exceto Europa. Não tente pousar lá".
A reestreia em 2017 nas salas brasileiras deu ao público a chance rara de ver a cópia restaurada na tela grande, ao lado de títulos como O Grande Hotel Budapeste em mostras de clássicos.
Hoje, é uma peça essencial para entender a evolução da ficção espacial e o legado de Clarke.
Vale o ingresso?
Ponto alto: O roteiro escrito pelo próprio Arthur C. Clarke oferece respostas claras sobre o monolito, a transformação de Bowman e o real papel de HAL 9000, fechando arcos deixados em aberto por Kubrick.
Os efeitos práticos da equipe de Douglas Trumbull funcionam muito bem, especialmente as cenas de abordagem à Discovery e a Jupiter sequence.
O elenco veterano, com nomes como Roy Scheider, Helen Mirren e John Lithgow, eleva o material e dá peso às decisões políticas em terra.
Ponto fraco: A direção de Peter Hyams é competente, mas bebe menos da poesia visual que tornou 2001 um marco. Algumas transições entre os atos terrestres e a ação no espaço quebram o ritmo.
O tom é mais talky do que contemplativo, o que pode frustrar quem busca a mesma experiência hipnótica do original.
Curiosidades de bastidores
- Arthur C. Clarke co-escreveu o roteiro da adaptação do próprio romance, garantindo fidelidade ao material literário.
- Peter Hyams recusou o uso de storyboards e utilizou as pinturas do artista Ron Cobb como referência visual principal para a equipe técnica.
- A frase "Todos esses mundos são seus, exceto Europa" foi votada em 2005 como uma das maiores falas da história do cinema pela revista Premiere.
Perguntas frequentes
2010 - O Ano Em Que Faremos Contato é sequência de qual filme?
É a sequência direta de 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick, e adapta o romance homônimo escrito por Arthur C. Clarke.
Quem dirigiu 2010 - O Ano Em Que Faremos Contato?
O diretor foi Peter Hyams, conhecido por trabalhos como O Segredo de Capricórnio e Duração Extrema.
2010 - O Ano Em Que Faremos Contato tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a célebre mensagem de advertência sobre a lua Europa, sem cenas extras após os créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ficção científica clássica que querem respostas concretas sobre o universo de 2001: Uma Odisséia no Espaço.
- Leitores de Arthur C. Clarke interessados em ver uma de suas continuações mais fiéis ao espírito da obra literária.
- Entusiastas de efeitos práticos e space operas dos anos 1980, como os admiradores de aventura espacial pré-CGI.
Título original: 2010
País de origem: EUA
Data do lançamento: 28/08/2017
Diretor: Peter Hyams
Principais atores: