Veja o trailer do filme O Retorno de Jafar

O Retorno de Jafar

O Retorno de Jafar

O Retorno de Jafar: a vingança do gênio mais perigoso de Agrabah

Dois anos depois do sucesso de Aladdin (1992), a Disney resolveu apostar no mercado de vídeo e trouxe Jafar de volta. Só que agora ele não é mais o feiticeiro preso em uma lâmpada.

Libertado como gênio no primeiro filme, Jafar acaba aprisionado novamente e sua lâmpada é jogada no meio do deserto. Um ladrão atrapalhado chamado Abis Mal encontra o objeto e acha que ficou rico. Mal sabe ele que Jafar só quer uma coisa: voltar a Agrabah para se vingar de Aladdin.

Enquanto isso, Aladdin tenta se adaptar à vida de futuro marido da princesa Jasmine e futuro príncipe. A pressão é real. Gênio acaba de voltar de uma viagem ao redor do mundo. E Iago, o papagaio tagarela, aparece do nada pedindo socorro.

É a premissa de O Retorno de Jafar (The Return de Jafar, 1995), uma aventura animada feita diretamente para vídeo que mistura humor, música e a mitologia construída no longa original.

Como esse filme nasceu e por que ele importa

O Retorno de Jafar foi lançado em 8 de março de 1995, direto em VHS. É considerado um dos primeiros grandes experimentos da Disney com o formato de sequência direta para vídeo, antes da era do DVD e do streaming.

O título fez sucesso comercial absurdo. Foi o vídeo mais vendido dos Estados Unidos em 1995, com mais de 18 milhões de cópias comercializadas. Para a Disney, isso abriu um precedente bilionário: outras franquias ganharam continuações caseiras, como Atlantis - O Retorno de Milo anos depois.

Mesmo sem passar pelo circuito de cinema, o filme marcou uma geração e rendeu até uma série animada de TV, além do terceiro filme, Aladdin e os 40 Ladrões, em 1997. Hoje é lembrado como uma relíquia curiosamente datada dos anos 90.

Vale o ingresso? O que funciona e o que não funciona

Ponto alto: a dinâmica entre Iago e Jafar rouba a cena. O papagaio, que era apenas alívio cômico no primeiro filme, aqui vira um dos personagens mais interessantes. A cena em que ele tenta se livrar do controle do vilão tem peso emocional inesperado.

Ponto alto: a música You're Only Second Rate, cantada por Jafar, diverte e mostra que os vilões Disney também sabem cantar com ironia.

Ponto fraco: a animação é visivelmente inferior. Reutilização de planos, expressões faciais travadas e cenários mais pobres denunciam o orçamento menor.

Ponto fraco: a história é simples até demais. Quem assiste adulto hoje percebe que o roteiro tem buracos e resoluções convenientes demais.

Curiosidades que pouca gente lembra

  • Foi o primeiro desenho animado da Disney feito diretamente para vídeo, não para o cinema.
  • A direção ficou com Tad Stones, Alan Zaslove e Toby Shelton, equipe com experiência em séries animadas.
  • Robin Williams se recusou a reprisar o Gênio por questões salariais com a Disney, então o papel ficou com Dan Castellaneta, voz de Homer Simpson.

Perguntas frequentes sobre O Retorno de Jafar

O Retorno de Jafar tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a cena final fechada e sem teaser extra depois dos créditos.

É uma continuação direta do primeiro Aladdin?

Sim. A história começa logo após os eventos de Aladdin (1992), mas ignora o terceiro filme, Aladdin e os 40 Ladrões, que só saiu em 1997.

Onde assistir O Retorno de Jafar hoje?

O filme está disponível no Disney+ e em edições físicas em DVD. Por ser uma produção originalmente lançada em VHS, dificilmente aparece em sessões de cinema.

Pra quem é este filme:

  • Fãs nostálgicos de Aladdin dos anos 90 que querem rever os personagens e cantar a trilha de novo, mesmo sabendo das limitações técnicas.
  • Crianças pequenas que estão conhecendo Aladdin agora, através do streaming ou do Disney+, e podem curtir sem comparar com o original.
  • Curiosos da história da Disney interessados em entender como a empresa começou a lucrar com continuações caseiras antes da era Pixar.

Título original: The Return of Jafar

País de origem: EUA

Data do lançamento: 08/03/1995

Distribuidora: DISNEY / BUENA VISTA

Diretor: Tad Stones, Alan Zaslove, Toby Shelton