Veja o trailer do filme O Reino da Beleza

O Reino da Beleza

O Reino da Beleza

18 Drama Romance Duração: 1h 42min

O arquiteto perfeito, a vida perfeita — até ela aparecer

Luc é um arquiteto jovem, talentoso, bem-resolvido. Mora com a esposa Stéphanie numa casa linda em Charlevoix, região privilegiada do Canadá. Janta com amigos, joga tênis, golfe, caça. Tudo parece no eixo.

A vida funciona como um projeto bem-acabado — até o dia em que ele aceita integrar um júri de arquitetura em Toronto. É lá que ele cruza o caminho de Lindsay, uma mulher misteriosa, magnética, que vira aquela existência arrumadinha de cabeça para baixo.

O longa assume um drama de tom adulto sobre desejo, tédio conjugal e a busca por algo que falta — sem moralismo barato, mas sem romantizar nada.

De 2017 para cá: como o filme envelheceu

O Reino da Beleza estreou nos cinemas brasileiros em 3 de agosto de 2017, distribuído pela Tucuman. Foi a aposta adulta daquela janela de agosto, em meio a blockbusters de verão.

Na carreira de Denys Arcand, o filme aparece como continuação natural de uma filmografia obcecada com crise de meia-idade, classe média ilustrada e os prazeres vazios — bem no estilo de As Invasões Bárbaras ou de reflexões como Longe Dela.

Hoje é lembrado como um romance de câmara, indicado para quem prefere a introspecção ao espetáculo. Sem cena pós-créditos, sem gancho — o que importa está no último diálogo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Mélanie Thierry entrega uma Lindsay que rouba a tela. A presença dela é a razão de existir do filme — e a melhor defesa contra o tédio que ronda a vida de Luc.

As discussões sobre arquitetura, beleza e estética viram metáfora da crise emocional do protagonista, com diálogos afiados do veterano Arcand.

Ponto fraco: o ritmo é deliberadamente lento. Quem busca reviravoltas ou catarse vai achar o segundo ato parado demais. Luc também é propositalmente passivo, o que pode irritar quem prefere protagonistas mais ativos.

Curiosidades de bastidor

  • É um dos raros filmes de Denys Arcand rodado fora de Montreal — boa parte das cenas externas foi gravada em Toronto e na região de Charlevoix, no Quebec.
  • Mélanie Thierry é atriz francesa, conhecida no circuito europeu por trabalhos com Benoît Jacquot e Julie Gayet, e sua presença internacional ajudou o longa em festivais.
  • O roteiro é do próprio Arcand, que tratou o roteiro como um espelho de As Invasões Bárbaras — mas vinte anos depois, trocando o病房 pelo escritório de arquitetura.

Perguntas frequentes

O Reino da Beleza tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com o corte final da narrativa, sem gancho extra ou sequência adicional.

Qual é a classificação indicativa do filme?

18 anos, por causa de cenas de sexo explícito e nudez — condizente com o tom adulto do roteiro de Arcand.

O Reino da Beleza é baseado em fatos reais?

Não. É uma obra de ficção original escrita e dirigida por Denys Arcand, inspirada em suas reflexões sobre envelhecimento e desejo na classe média culta.

Pra quem é este filme: