Veja o trailer do filme O Quinto Elemento

O Quinto Elemento

O Quinto Elemento

Ficção Científica Duração: 2h 6min

O que é O Quinto Elemento, o filme de Luc Besson

No século XXIII, Nova York virou uma megaestrutura vertical onde táxis voam entre arranha-céus infinitos. Korben Dallas (Bruce Willis) é um ex-militar decadente que dirige um desses táxis e vive de fritar ovos na própria cozinha.

Quando uma entidade cósmica conhecida como Grande Mal ameaça destruir a Terra pela enésima vez, ele se vê no meio de uma corrida contra o apocalipse ao lado de Leeloo (Milla Jovovich), uma mulher reconstituída a partir do DNA original da humanidade.

Para detonar a ameaça, eles precisam reunir quatro pedras sagradas — fogo, água, terra e ar — e posicioná-las ao redor dela, já que Leeloo é o tal quinto elemento, o elo entre a força cósmica e a vida no planeta.

Estreia e legado do filme

Estreou em 23 de maio de 1997 e foi o filme mais caro do cinema europeu até então, com orçamento de US$ 90 milhões. O retorno veio: bateu US$ 263 milhões no mundo todo e ajudou a pavimentar o caminho para o ficção científica de grande porte feito fora de Hollywood.

Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Som, levou o César de Melhor Diretor para Luc Besson e foi indicado em outras três categorias. Ganhou também o BAFTA de Melhores Efeitos Visuais, numa época em que CGI ainda brigava com maquetes físicas.

Quase trinta anos depois, continua sendo cultuado: relançado em cópias restauradas, citado em incontáveis listas de sci-fi essencial e com figurino da designer Jean-Paul Gaultier copiado em todo Halloween que se preze.

Vale o ingresso?

Ponto alto: O design de produção é absurdo no melhor sentido. O futuro de Besson parece tangível, sujo, multicolorido, com veículos, armas, roupas e aliens com personalidade própria. A sequência da ópera com Diva Plavalaguna, interpretada por Maïwenn, é puro cinema pop.

As piadas do Chris Tucker como o radialista Ruby Rhod funcionam como combustível cômico o tempo todo, e Gary Oldman entrega um vilão caricato e magnético.

Ponto fraco: O roteiro é fininho. A mitologia dos quatro elementos mal se sustenta, e algumas cenas dramáticas caem no melodrama involuntário — especialmente a relação entre Korben e Leeloo, que ganha contornos de romance teen.

Curiosidades dos bastidores

  • Luc Besson escreveu o roteiro aos 16 anos e só conseguiu emplacar o projeto duas décadas depois, depois do sucesso de Pulp Fiction - Tempo de Violência.
  • As 2.300 cenas com efeitos visuais fizeram de O Quinto Elemento o filme com mais VFX já feito até aquele momento, recorde que só caiu em 2004.
  • O figurino icônico de Leeloo e Ruby Rhod foi criado por Jean-Paul Gaultier, que aceitou o trabalho porque achou a história “linda e poética”.

Perguntas frequentes sobre O Quinto Elemento

O Quinto Elemento tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a resolução clássica da ameaça cósmica e um último beat romântico entre Korben e Leeloo, sem cenas extras depois dos créditos.

O Quinto Elemento é baseado em quadrinho ou livro?

Não. É uma história original de Luc Besson, escrita por ele em parceria com Robert Mark Kamen, sem adaptação de obra prévia.

O Quinto Elemento faz parte de alguma saga ou tem continuação?

Não tem continuação oficial. Besson já admitiu que recusou várias propostas de sequência e prefere manter o filme como uma obra fechada.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica visualmente inventiva, estilo Blade Runner e Star Wars da fase mais pop.
  • Quem curte direção de estilo europeu com assinatura autoral, à la Luc Besson em Lucy e Mente Criminosa.
  • Apaixonados por figurino sci-fi, design de produção dos anos 90 e referências cyberpunk que misturam neon, couro e cores berrantes.