Veja o trailer do filme O que terá acontecido a baby Jane?
O que esperar do filme
Em uma mansão decadente de Hollywood, duas irmãs vivem em cativeiro emocional desde um acidente misterioso que selou a carreira de ambas. Jane Hudson (Bette Davis), ex-estrela mirim do vaudeville conhecida como Baby Jane, passou décadas consumida por bebida, ressentimento e pela fantasia de voltar aos palcos.
Já Blanche (Joan Crawford), irmã mais nova e ex-vedete do cinema, está presa a uma cadeira de rodas dentro da própria casa. O que começa como um drama familiar sobre rivalidade desata em um suspense psicológico brutal, com manipulação, terror psicológico e uma escalada de crueldade que marcou época.
Estreia e legado
Dirigido por Robert Aldrich, o longa chegou aos cinemas norte-americanos em 31 de dezembro de 1961 e ao Brasil em 1962, produzido pela Warner Bros. com orçamento enxuto. Rapidamente se transformou em fenômeno de público e de crítica.
O título recebeu cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Atriz (Bette Davis), Melhor Atriz Coadjuvante (Joan Crawford, que recusou a indicação), Direção de Arte, Figurino e Som. Victor Buono levou a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante por seu pianista parasita Edwin Flagg.
Hoje, é leitura obrigatória em qualquer curso sobre cinema de terror e Hollywood clássica. Sua influência aparece em obras como A Malvada e Golpe Baixo, além de ser citado em Tudo sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Bette Davis em estado de graça. Sua Baby Jane é grotesca, engraçada, assustadora e trágica em medidas iguais. Cada vez que reaparece com o baton borrado e a peruca desalinhada, o filme ganha uma camada extra de horror.
O roteiro usa o enclausuramento na mansão para criar uma tensão de câmara que antecipa filmes de terror psicológico dos anos 60 e 70. A edição crua, de Michael Fox entre outros, potencializa o clima sufocante.
Ponto fraco: O segundo ato arrasta em repetições. A prolongada sessão de canto de Jane na praia e algumas cenas de Blanche arrastada pelos corredores poderiam ter sido enxugadas em uns dez minutos.
Curiosidades de bastidor
- A rivalidade entre Bette Davis e Joan Crawford começou em 1935 e explodiu nos bastidores do filme: elas não se falavam fora das cenas e várias cenas foram gravadas com elas em sets separados.
- Joan Crawford rejeitou publicamente a indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante alegando que o foco do filme era Davis, o que só aumentou a tensão entre as duas.
- Victor Buono era um ator de teatro e TV desconhecido do grande público; sua performance lhe rendeu o único Oscar da carreira e abriu portas em Hollywood até sua morte precoce, em 1976.
Perguntas frequentes
O que terá acontecido a Baby Jane? é filme de terror?
É classificado como suspense e terror psicológico, com forte carga dramática. Não tem sustos sobrenaturais, mas o clima de horror doméstico e a violência psicológica são intensos.
Vale a pena assistir O que terá acontecido a Baby Jane? hoje?
Sim, principalmente para quem gosta de atuações marcantes e cinema de caráter. Davis e Crawford estão em pico de forma, e o longa influenciou décadas de histórias sobre rivalidade feminina, de Grande Hotel a O Último Por-do-Sol.
Tem cena pós-créditos em O que terá acontecido a Baby Jane??
Não. O filme termina antes dos créditos finais, sem cena extra ou teaser. É uma produção pré-cultura de cena pós-créditos, datada de 1962.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema clássico de Hollywood interessados em ver duas das maiores rivais da era de ouro dividindo tela.
- Apreciadores de terror psicológico, suspense gótico e retratos de personagens moralmente destruídos.
- Pesquisadores e estudantes de cinema que querem entender a gênese do subgênero hagsploitation e a influência sobre títulos como Morte Sobre o Nilo.
Título original: What Ever Happened to Baby Jane?
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 31/12/1961
Distribuidora: Sem Distribuidora
Diretor: Robert Aldrich
Principais atores: