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O Jogo Da Imitação

O Jogo Da Imitação

12 Biografia Drama Duração: 1h 54min

Sobre o que é O Jogo da Imitação

Em plena Segunda Guerra, o governo britânico recruta uma equipe de matemáticos para decifrar o Enigma, o código nazista que protege as comunicações dos submarinos alemães.

O ponto de partida é Benedict Cumberbatch como Alan Turing, um gênio de 27 anos brilhante, frio e completamente despreparado para lidar com pessoas.

A proposta de biografia aqui não é didática nem documental: é um thriller intelectual com cara de filme de guerra, onde a batalha real acontece dentro de uma sala e dentro da cabeça do protagonista.

Quem já se interessou por criptografia, pelas origens da computação ou pelo "Projeto Manhattan da inteligência artificial" vai reconhecer neste filme a origem pop de tudo isso.

Estreia e legado

O Jogo da Imitação chegou aos cinemas brasileiros em 5 de fevereiro de 2015, em uma temporada de premiações em que se tornou um dos favoritos.

O roteiro de Graham Moore venceu o Oscar de Roteiro Adaptado em 2015, após intensa campanha que quase foi abalada por controvérsias sobre a fidelidade histórica do relato.

A trilha sonora de Alexandre Desplat também levou a estatueta, e o filme concorreu ainda a Melhor Filme, Melhor Diretor para Morten Tyldum e Melhor Ator para Cumberbatch.

Passada a fase de premiações, o longa firmou-se como referência obrigatória em listas de dramas sobre Segunda Guerra, ao lado de títulos como Desejo e Reparação.

Hoje, é citado sempre que se discute a importância de Turing e, por extensão, o papel de figuras marginalizadas na história da ciência.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a interpretação de Benedict Cumberbatch. Ele sustenta um sujeito difícil de gostar, e transforma essa antipatia em tensão. A dinâmica com Keira Knightley é outro destaque, com química real e um romance de época nada óbvio.

Ponto alto (técnico): a montagem alterna três linhas temporais sem virar confusão, e a trilha de Desplat entra cirúrgica nas cenas de decodificação.

Ponto fraco: o terceiro ato, que muda de registro e de tom com a virada na vida de Turing, soa melodramático para quem prefere histórias mais sóbrias. Historiadores reclamam das licenças dramáticas — e eles não estão errados.

Curiosidades dos bastidores

  • O roteiro de Graham Moore foi comprado por cerca de 7 milhões de dólares num leilão, em uma das vendas de roteiro mais caras já registradas em Hollywood.
  • A máquina real que aparece no filme é uma reconstrução funcional, e não apenas um cenário: foi usada em testes de decodificação reais durante as filmagens.
  • Turing foi perdoado pelo governo britânico em 2013, cerca de 60 anos após sua morte, graças a um esforço que incluiu uma petição pública citada pela equipe do filme.

Perguntas frequentes

O Jogo da Imitação é fiel à história real de Alan Turing?

Não totalmente. O filme comprime, dramatiza e reorganiza eventos para funcionar como thriller, e vários colegas de Turing foram compostos a partir de múltiplas pessoas reais.

O Jogo da Imitação tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina com uma dedicatória textual explicando o impacto de Turing, sem sequência adicional.

O Jogo da Imitação ganhou o Oscar?

Sim. Levou o Oscar de Roteiro Adaptado (Graham Moore) e Trilha Sonora (Alexandre Desplat) na cerimônia de 2015, e concorreu a outras sete categorias, incluindo Melhor Filme.

Qual a classificação etária de O Jogo da Imitação?

Indicado para 12 anos, por causa de cenas de guerra, homofobia institucional e conteúdo emocional pesado.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas históricos que curtem tramas ambientadas na Segunda Guerra, como Desejo e Reparação.
  • Entusiastas da história da computação, criptografia e cultura científica, que reconhecem Turing como o pai da ciência da computação moderna.
  • Quem gosta de thrillers intelectuais do tipo "resolver o problema antes do tempo acabar", mesmo ambientados em períodos antigos.