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Desejo e Reparação

Desejo e Reparação

14 Drama Romance Duração: 2h 3min

O que é Desejo e Reparação?

Em 1935, no dia mais quente do ano na Inglaterra, a família Tallis se reúne em sua mansão de campo. O calor opressivo é só o prelúdio do que está por vir: uma única mentira de uma adolescente de 13 anos vai destruir o amor da irmã mais velha e marcar a vida de várias pessoas para sempre.

Baseado no romance best-seller de Ian McEwan, o longa cruza drama de época, romance impossível e a brutalidade da Segunda Guerra Mundial numa narrativa sobre culpa, imaginação e a impossibilidade de consertar o passado.

Dirigido por Joe Wright, o filme aposta em atuações contidas, trilha sonora memorável e uma fotografia que transforma cada cena em pintura. É cinema literário, denso, pensado para quem gosta de história com camadas.

Estreia e legado

Desejo e Reparação chegou aos cinemas brasileiros em 11 de janeiro de 2008, dois anos depois da publicação do livro no Reino Unido. A recepção foi imediata: a crítica internacional tratou o filme como um dos grandes dramas do início do século.

O longa venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme de Drama em 2008 e foi indicado a sete Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Atriz Coadjuvante para Saoirse Ronan. Saiu da cerimônia com a estatueta pela trilha sonora original de Dario Marianelli, hoje clássica.

Vinte anos depois, a sequência da praia de Dunquêrque, filmada em plano-sequência de cinco minutos, segue sendo estudada em escolas de cinema. O filme virou referência obrigatória em listas de dramas de guerra com viés romântico, ao lado de obras como Brooklyn e outros retratos da Europa do século XX.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de Joe Wright transforma uma história literária em imagens de arrancar o fôlego. O plano-sequência da praia, a cena da biblioteca com a torneira e o close final de Vanessa Redgrave são momentos que sustentam o filme inteiro sozinhos.

O elenco é outro trunfo: Keira Knightley entrega uma Cecília magnética, James McAvoy segura o peso do Robbie com sobriedade, e Saoirse Ronan, mesmo adolescente, rouba cada cena em que aparece.

Ponto fraco: o segundo ato, focado na retirada de Dunquêrque, é visualmente poderoso, mas alonga o ritmo para quem espera um romance mais tradicional. Quem prefere ação ou comédias românticas pode achar a narrativa lenta demais.

No fim, é um filme sobre palavras ditas em um momento errado e sobre tudo que se perde quando não dá para voltar atrás. Dói, mas dói bonito.

Curiosidades de bastidor

  • O plano-sequência da praia de Dunquêrque levou cerca de cinco semanas para ser coreografado e exige 1.000 figurantes em movimento sincronizado, sem cortes.
  • Saoirse Ronan tinha apenas 13 anos na época das gravações e foi escalada após impressionar Joe Wright em testes. Foi sua primeira grande indicação ao Oscar.
  • A trilha sonora de Dario Marianelli usa um piano com notas tocadas de propósito fora de sintonia para refletir o estado emocional de Briony, recurso que rendeu o único Oscar técnico da noite para o filme.

Perguntas frequentes

Desejo e Reparação é baseado em livro?

Sim. O filme é uma adaptação do romance homônimo de Ian McEwan, publicado em 2001, considerado uma das obras mais marcantes da literatura britânica contemporânea.

Desejo e Reparação ganhou o Oscar de Melhor Filme?

Não. Foi indicado em sete categorias no Oscar 2008, incluindo Melhor Filme, mas levou a estatueta apenas pela Melhor Trilha Sonora Original, assinada por Dario Marianelli.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. Desejo e Reparação termina com o monólogo final de Vanessa Redgrave sobre o poder da narrativa, sem qualquer cena adicional após os créditos. A história se encerra por completo no último plano.

Pra quem é este filme:

  • Leitor de Ian McEwan e romances históricos: quem devorou o livro vai reconhecer cada virada narrativa, e a adaptação é fiel o suficiente para surpreender mesmo quem já sabe o final.
  • Fã de dramas de guerra com viés romântico: a combinação de amor impossível e cenário da Segunda Guerra lembra obras como Brooklyn e O Leitor, sempre com peso emocional.
  • Entusiasta de cinema de autor: a direção de Joe Wright, a fotografia de Seamus McGarvey e a trilha de Dario Marianelli formam um trio técnico que merece ser visto em tela grande, com calma.