Veja o trailer do filme O filho uruguaio
O filho uruguaio
O que é O Filho Uruguaio
Uma mãe francesa, um filho sequestrado pelo pai, e uma viagem ao outro lado do mundo para trazê-lo de volta. É esse o eixo de O Filho Uruguaio (Une vie ailleurs), drama franco-uruguaio dirigido por Olivier Peyon.
Há quatro anos, Felipe foi levado pelo pai logo após o divórcio. A polícia francesa rastreou, mas deixou escapar. A alternativa de Sylvie é descer a América do Sul por conta própria.
O roteiro atravessa o Atlântico e mergulha no drama real da alienação parental, mas também tropeça numa subtrama ligada ao turismo sexual uruguaio que, infelizmente, nunca se encaixa direito no todo.
Estreia e legado
Co-produção entre França e Uruguai, o filme estreou na Europa em 2017 e chegou aos cinemas brasileiros em 8 de fevereiro de 2018, com distribuição da Bonfilm. Passou quase despercebido nas bilheterias nacionais, competindo com blockbusters de janeiro, mas encontrou seu público em mostras de cinema europeu e de temática social.
É o tipo de produção que cresce em retrospecto justamente por não ter sido empurrada pelo marketing. Hoje aparece em listas de quem busca drama francês contemporâneo menos óbvio que os títulos de Cannes.
Não disputou Oscar, mas rendeu à Isabelle Carré elogios consistentes em festivais por sua entrega contida e honesta.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção firme de Olivier Peyon e a atuação silenciosa de Isabelle Carré. Ela carrega o filme sem nunca apelar para o dramalhão, mesmo quando o roteiro pediria isso.
A fotografia dos cenários uruguaios — Montevidéu e Punta del Diablo — também merece destaque, funcionando quase como um personagem silencioso.
Ponto fraco: a subtrama do turismo sexual. Começa como crítica social, mas soa artificial e descolada da busca por Felipe. Puxa o filme para um lado moralizante que ele não precisava.
O ritmo é lento. Se você espera reviravoltas, vai sair frustrado. Se tolera silêncio e ambiguidade, vai sair pensando por dias.
- O título original, Une vie ailleurs (Uma vida em outro lugar), resume bem o tom: deslocamento geográfico e emocional como motor da história.
- Peyon se inspirou em casos reais de mães europeias que cruzam fronteiras para tentar recuperar filhos levados por ex-parceiros.
- As cenas de Punta del Diablo foram gravadas in loco, dando à segunda metade do filme um visual cru e menos turístico que o habitual em produções europeias ambientadas na América do Sul.
Perguntas frequentes
O Filho Uruguaio é baseado em fatos reais?
Não é uma biografia, mas a história é inspirada em casos documentados de alienação parental com fuga para o Uruguai, país que já foi rota frequente nesse tipo de conflito.
Qual é a classificação indicativa do filme?
Classificação 12 anos, indicada para adolescentes e adultos. Contém cenas de tensão emocional e temática sexual adulta, sem violência gráfica.
O filme tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa fecha nos minutos finais antes dos créditos, com tom melancólico e propositalmente inconclusivo.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas sociais europeus que valorizam retrato humano em vez de espetacularização.
- Público interessado em casos reais de alienação parental e justiça transnacional.
- Quem curte filmes sobre maternidade em situações-limite, no estilo de Respire (2015).
Título original: Une vie ailleurs
País de origem: França
Data do lançamento: 08/02/2018
Distribuidora: Bonfilm
Diretor: Olivier Peyon
Principais atores: