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O Filho Eterno

O Filho Eterno

12 Drama Duração: 1h 22min

Sobre o que é o filme

Roberto é um escritor que ainda não publicou nenhum livro e vive atolado na própria imobilidade. O nascimento do filho deveria ser o gatilho para a vida adulta finalmente começar. Mas Fabrício nasce com síndrome de Down e a virada que ele esperava chega com um peso que ele não sabe carregar.

Dirigido por Paulo Machline, o longa adapta a obra de Cristóvão Tezza, vencedor do Prêmio Jabuti, e mergulha num tipo específico de crise: a do pai que se vê envergonhado, travado e incapaz de lidar com o inesperado. Acompanhamos Roberto por 12 anos, do nascimento de Fabrício à adolescência do garoto, num recorte de tempo que escapa do formato usual de drama familiar brasileiro.

O roteiro não busca inspiração fácil nem respostas edificantes. Ele mostra o cotidiano de um homem comum que precisa reaprender a noção mais básica da paternidade: estar presente.

Estreia e legado

Chegou aos cinemas em 1º de dezembro de 2016, com distribuição da Sony Pictures, numa janela de fim de ano dominada por blockbusters. Mesmo com pouca força de marketing, o longa encontrou público em circuitos alternativos e festivais, justamente por fugir do tom açucarado que se esperaria de uma história sobre paternidade atípica.

É lembrado como uma das interpretações mais marcantes de Marcos Veras no cinema, além de render a Débora Falabella um dos papéis mais contidos de sua filmografia. Frequentemente indicado em listas de melhores dramas nacionais dos anos 2010 e citado em debates sobre representatividade da síndrome de Down na dramaturgia brasileira.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Marcos Veras entrega um Roberto de carne e osso, com irritação, culpa e covardia expostas sem filtro. A direção de Paulo Machline segura o tom sem escorregar pro melodrama e a montagem acompanha o tempo psicológico do protagonista com precisão.

Ponto fraco: O ritmo é lento, os diálogos são carregados e o filme exige tolerância para cenas estáticas. Quem procura catarse rápida ou fechamento emocional clássico pode sair frustrado da sala.

Curiosidades de bastidores

  • Baseado no romance homônimo de Cristóvão Tezza, vencedor do Prêmio Jabuti em 2008
  • A estrutura narrativa de 12 anos foi definida pelo diretor Paulo Machline para escapar do formato de drama familiar em três atos
  • Marcos Veras, conhecido pelo humor de TV, passou por preparação específica para conter o tom cômico e construir o Roberto mais introspectivo

Perguntas frequentes

O Filho Eterno é baseado em livro?
Sim. O roteiro é adaptação do romance de Cristóvão Tezza, publicado em 2007 e vencedor do Prêmio Jabuti no ano seguinte.

Quem dirige O Filho Eterno?
O diretor é Paulo Machline, com longa trajetória em televisão e passagens pelo cinema autoral brasileiro.

Qual é a classificação indicativa do filme?
Classificação 12 anos, por abordar temas adultos como crise conjugal e frustração emocional sem recurso visual explícito.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de Entre Abelhas e dramas brasileiros intimistas que evitam o didatismo
  • Leitores de Cristóvão Tezza e público que curte adaptações literárias adultas
  • Quem acompanha Débora Falabella e quer ver a atriz em registro mais sóbrio

Título original: O filho eterno

País de origem: Brasil

Data do lançamento: 01/12/2016

Distribuidora: Sony Pictures

Diretor: Paulo Machline

Principais atores: