Veja o trailer do filme O Filho Eterno
O Filho Eterno
Sobre o que é o filme
Roberto é um escritor que ainda não publicou nenhum livro e vive atolado na própria imobilidade. O nascimento do filho deveria ser o gatilho para a vida adulta finalmente começar. Mas Fabrício nasce com síndrome de Down e a virada que ele esperava chega com um peso que ele não sabe carregar.
Dirigido por Paulo Machline, o longa adapta a obra de Cristóvão Tezza, vencedor do Prêmio Jabuti, e mergulha num tipo específico de crise: a do pai que se vê envergonhado, travado e incapaz de lidar com o inesperado. Acompanhamos Roberto por 12 anos, do nascimento de Fabrício à adolescência do garoto, num recorte de tempo que escapa do formato usual de drama familiar brasileiro.
O roteiro não busca inspiração fácil nem respostas edificantes. Ele mostra o cotidiano de um homem comum que precisa reaprender a noção mais básica da paternidade: estar presente.
Estreia e legado
Chegou aos cinemas em 1º de dezembro de 2016, com distribuição da Sony Pictures, numa janela de fim de ano dominada por blockbusters. Mesmo com pouca força de marketing, o longa encontrou público em circuitos alternativos e festivais, justamente por fugir do tom açucarado que se esperaria de uma história sobre paternidade atípica.
É lembrado como uma das interpretações mais marcantes de Marcos Veras no cinema, além de render a Débora Falabella um dos papéis mais contidos de sua filmografia. Frequentemente indicado em listas de melhores dramas nacionais dos anos 2010 e citado em debates sobre representatividade da síndrome de Down na dramaturgia brasileira.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Marcos Veras entrega um Roberto de carne e osso, com irritação, culpa e covardia expostas sem filtro. A direção de Paulo Machline segura o tom sem escorregar pro melodrama e a montagem acompanha o tempo psicológico do protagonista com precisão.
Ponto fraco: O ritmo é lento, os diálogos são carregados e o filme exige tolerância para cenas estáticas. Quem procura catarse rápida ou fechamento emocional clássico pode sair frustrado da sala.
Curiosidades de bastidores
- Baseado no romance homônimo de Cristóvão Tezza, vencedor do Prêmio Jabuti em 2008
- A estrutura narrativa de 12 anos foi definida pelo diretor Paulo Machline para escapar do formato de drama familiar em três atos
- Marcos Veras, conhecido pelo humor de TV, passou por preparação específica para conter o tom cômico e construir o Roberto mais introspectivo
Perguntas frequentes
O Filho Eterno é baseado em livro?
Sim. O roteiro é adaptação do romance de Cristóvão Tezza, publicado em 2007 e vencedor do Prêmio Jabuti no ano seguinte.
Quem dirige O Filho Eterno?
O diretor é Paulo Machline, com longa trajetória em televisão e passagens pelo cinema autoral brasileiro.
Qual é a classificação indicativa do filme?
Classificação 12 anos, por abordar temas adultos como crise conjugal e frustração emocional sem recurso visual explícito.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Entre Abelhas e dramas brasileiros intimistas que evitam o didatismo
- Leitores de Cristóvão Tezza e público que curte adaptações literárias adultas
- Quem acompanha Débora Falabella e quer ver a atriz em registro mais sóbrio
Título original: O filho eterno
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 01/12/2016
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: Paulo Machline
Principais atores: