Veja o trailer do filme O destino de uma nação
Sobre o que é O Destino de uma Nação
Maio de 1940. A Grã-Bretanha está de joelhos. Tropas alemãs cruzam a França, Hitler avança e, no Parlamento britânico, o consenso é rendição negociada. É nesse cenário que Winston Churchill assume o cargo de Primeiro Ministro e se vê obrigado a escolher entre a humilhação da paz com os nazistas ou a loucura de continuar lutando.
Dirigido por Joe Wright, o filme concentra-se nas primeiras semanas de Churchill no poder: reuniões de gabinete tensas, telefonemas noturnos com Franklin Roosevelt, conversas com o Rei George VI e o célebre discurso no Parlamento que mudou o rumo da Segunda Guerra.
Mais do que um panorama de guerra, é um estudo de personagem sobre um líder velho, teimoso, melancólico e alcoólatra que precisava, num momento específico da história, ser exatamente quem era.
Estreia, legado e impacto cultural
O longa chegou aos cinemas brasileiros em 11 de janeiro de 2018, depois de uma temporada forte de premiações nos Estados Unidos. A aposta era clara: emplacar Gary Oldman na corrida do Oscar e celebrar uma cinebiografia de moldura clássica.
A estratégia funcionou. O filme faturou dois Oscars: Melhor Ator para Oldman e Melhor Maquiagem e Cabelo para Kazuhiro Tsuji, David Malinowski e Lucy Sibbick. Também concorreu a Melhor Filme, Direção, Fotografia, Figurino, Edição e Trilha Sonora.
Hoje é lembrado como um dos grandes filmes de personagem da década, peça quase obrigatória para quem estuda a história do cinema político. A transformação de Oldman virou caso de aula em escolas de caracterização e segue sendo citada como referência em cinebiografias.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Gary Oldman some por trás de Churchill. A voz, o corpo, os tiques, o caminhar, a melancolia nos olhos. É uma das maiores transformações já vistas no cinema recente, sustentada por uma direção de atores precisa de Joe Wright.
A cinematografia de Bruno Delbonnel, com seus tons sépia e luzes claustrofóbóricas dos bunkers de Whitehall, ajuda a criar uma Londres à beira do abismo. A trilha de Dario Marianelli pontua os momentos-chave sem exagerar.
Ponto fraco: o roteiro recorre a soluções didáticas demais. A cena do metrô, em que Churchill ouve a opinião do povo comum, é emblemática de um didatismo que destoa do resto. O terceiro ato também escorrega para um filme de guerra genérico, perdendo o foco no protagonista.
Quem busca rigor histórico minucioso vai encontrar simplificações. A relação com o Rei George VI, por exemplo, é romantizada para funcionar como arco emocional.
Curiosidades rápidas
- Gary Oldman foi convencido a fazer o papel por uma ligação do próprio Churchill neto, Randolph Churchill, em 2014.
- O ator passou cerca de 200 horas na cadeira de maquiagem durante as filmagens, gravando sempre as primeiras horas do dia.
- A cena do metrô foi inspirada em relatos reais, mas é historicamente controversa e foi alvo de debate entre historiadores britânicos.
Perguntas frequentes sobre O Destino de uma Nação
O Destino de uma Nação é baseado em fatos reais? Sim. O roteiro cobre as primeiras semanas de Churchill como Primeiro Ministro, em maio de 1940, com algumas licenças dramáticas comuns ao gênero biográfico.
Gary Oldman ganhou o Oscar por esse filme? Sim. Venceu o Oscar de Melhor Ator em 2018, além de um Globo de Ouro, um BAFTA e um SAG Award pelo mesmo trabalho.
O Destino de uma Nação tem cena pós-créditos? Não. O filme termina antes dos créditos finais, que trazem apenas imagens reais de Churchill. Não há cena extra pós-créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas políticos com foco em líderes reais, do tipo O Discurso do Rei e A Hora Mais Escura.
- Entusiastas da Segunda Guerra Mundial interessados nas decisões políticas e diplomáticas, não só nas batalhas.
- Amantes de atuações transformadoras, caracterização e cinema clássico de figurino e direção de arte.
Título original: Darkest hour
País de origem: Reino Unido
Data do lançamento: 11/01/2018
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Joe Wright
Principais atores: