Veja o trailer do filme O Demolidor
O Demolidor
O futuro utópico onde o crime virou piada
Los Angeles virou San Angeles. Em 2032, o sexo é virtual, os restaurantes servem apenas alimentos com nome de marca e o xingamento mais grave que existe é "traidor de seu sexo". É nesse cenário pastel que John Spartan — o Sylvester Stallone da fase mais debochada — é descongelado para capturar seu arqui-inimigo Simon Phoenix, interpretado por um Wesley Snipes em modo deboche total.
O longa é uma ficção científica de ação que troca a seriedade de Blade Runner pela sátira escrachada. Sandra Bullock surge como a policial Lenina Huxley, fascinada pela "cultura hostil" do século XX — basicamente tudo que hoje é considerado normal.
De 1993 ao streaming: como O Demolidor virou cult
Lançado em 1993, O Demolidor dividiu público e crítica na estreia. A ação estourada de Stallone e a vilania teatral de Snipes seguraram o filme nas bilheterias, rendendo cerca de US$ 158 milhões no mundo.
Com o tempo, ganhou status de cult por causa das previsões意外准确as: câmeras em todo lugar, censura comportamental e corporações ditando regras. Hoje é citado em debates sobre politicamente correto, polarização e apps de namoro. Não levou Oscar nem Palm d'Or, mas virou referência obrigatória em listas de distopia divertida.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Stallone e Snipes é o motor da fita. As cenas de luta são curtas, secas e inventivas — sem CGI preguiçoso. A direção de arte da San Angeles, com cores neon e uniformes cromados, envelheu bem e virou referência estética.
Já a piada do "é proibido xingar" arranca risadas porque continua atual demais. Stallone demonstra timing cômico raro, especialmente quando descobre o que é um banheiro. Rob Schneider rouba cada cena em que aparece como o robô Eugene.
Ponto fraco: o terceiro ato perde fôlego. O roteiro resolve a conspiração política de forma apressada e o confronto final é anticlimático. O filme também se segura na sátira e evita aprofundar a distopia — perde quem busca densidade de Creed - Nascido para lutar.
Bastidores e curiosidades
- O roteiro original era sério, mas Stallone sugeriu o tom satírico durante a pré-produção. A decisão mudou todo o tom da fita.
- A piada do "banheiro" foi improvisada por Stallone e mantida no corte final.
- Rob Schneider quase não entrou no elenco — só conseguiu o papel depois de uma leitura de teste gravada em vídeo.
Perguntas frequentes
O Demolidor tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a resolução da trama e o elenco principal rola os créditos sem teasers extras.
Demolition Man é continuação de algum filme?
Não. É uma produção original baseada em um roteiro de Peter M. Lenkov, sem ligação com franquias anteriores.
O Demolidor está disponível em streaming no Brasil?
Sim. O título alterna entre catálogos de plataformas como HBO Max e Paramount+, além de lojas digitais. Confira a grade atualizada na seção de programação acima.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ação oitentista/noventista que cresceram vendo Stallone e Snipes em cartaz lado a lado.
- Quem curte distopia com humor, tipo O Homem do Futuro, e discussões sobre liberdade vs. segurança.
- Apaixonados por cultura pop nostálgica que adoram listas de "previsões意外 que acertaram" em filmes antigos.