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O Auto da Compadecida

O Auto da Compadecida

Livre Comédia Aventura Duração: 1h 42min

O que é O Auto da Compadecida

Dois nordestinos sem eira nem beira rodam o sertão da Paraíba vendendo ingressos para uma sessão improvisada de A Paixão de Cristo. É assim que começa O Auto da Compadecida, dirigido por Guel Arraes e baseado na obra de Ariano Suassuna.

João Grilo e Chicó são os nomes da dupla. Eles enganam padre, bispo, padeiro e até cangaceiro, sempre movidos pela fome e pela necessidade de sobreviver com dignidade.

O filme mistura comédia e aventura em ritmo acelerado, com direito a testamento falso, enterro de cachorra, porca de barro recheada de dinheiro e um julgamento final no além com Jesus negro, o diabo e Nossa Senhora.

Estreia e legado do filme

O Auto da Compadecida chegou aos cinemas brasileiros em 21 de março de 2000. Foi um dos maiores sucessos populares do cinema nacional naquele ano e ajudou a consolidar a carreira de Matheus Nachtergaele e Selton Mello como dupla cômica.

O longa se tornou referência obrigatória quando se fala em adaptação de obra literária para o cinema. Ganhou versões em DVD, reprises constantes na TV aberta e serviu de base para montagens teatrais pelo Brasil afora.

Mais de duas décadas depois, continua sendo citado em escolas, rodas de amigos e listas de melhores filmes nacionais. Quem cresceu nos anos 2000 provavelmente sabe de cor frases como "sabe com quem está falando?" e "não me diga, Seu Pato!".

Vale o ingresso?

Ponto alto: O roteiro é enxuto, inteligente e respeita a oralidade nordestina sem cair no caricato. Matheus Nachtergaele e Selton Mello funcionam perfeitamente juntos, com timing cômico afiadíssimo.

Ponto alto: As participações de Fernanda Montenegro e Marco Nanini elevam qualquer cena em que aparecem, especialmente no julgamento final.

Ponto fraco: Quem não está familiarizado com o falar nordestino pode perder piadas de sotaque e expressões regionais. A fotografia simples, típica da produção da época, também pode parecer datada para o público mais jovem.

Curiosidades

  • O filme é uma adaptação da peça Auto da Compadecida, escrita por Ariano Suassuna em 1955, que reúne três outros autos do autor pernambucano.
  • A cena do julgamento final foi rodada em apenas três dias e reúne quase todo o elenco em figurinos que misturam referências barrocas e populares.
  • Lima Duarte e Paulo Goulart interpretam o diabo e Jesus, respectivamente, com figurinos que viraram marca registrada do filme.

Perguntas frequentes

O Auto da Compadecida é baseado em qual obra?

É uma adaptação da peça teatral de mesmo nome escrita por Ariano Suassuna em 1955, que reúne os autos A Pena e a Lei, O Castigo da Soberba e A Compadecida.

Quem dirige O Auto da Compadecida?

A direção é de Guel Arraes, com produção executiva de Walter Salles e Daniela Thomas. O roteiro ficou a cargo de Adriana Falcão, João Falcão e do próprio Arraes.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. A história termina no julgamento final, e o longa não traz cenas extras após os créditos finais.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema popular brasileiro e adaptações de obras de Ariano Suassuna, Jorge Amado ou Graciliano Ramos.
  • Quem curte comédias de costume com crítica social, como Romance e Lavoura Arcaica.
  • Professores e alunos que usam o cinema como ferramenta de estudo sobre identidade nordestina, religiosidade popular e cultura sertaneja.