Veja o trailer do filme O Auto da Compadecida
O que é O Auto da Compadecida
Dois nordestinos sem eira nem beira rodam o sertão da Paraíba vendendo ingressos para uma sessão improvisada de A Paixão de Cristo. É assim que começa O Auto da Compadecida, dirigido por Guel Arraes e baseado na obra de Ariano Suassuna.
João Grilo e Chicó são os nomes da dupla. Eles enganam padre, bispo, padeiro e até cangaceiro, sempre movidos pela fome e pela necessidade de sobreviver com dignidade.
O filme mistura comédia e aventura em ritmo acelerado, com direito a testamento falso, enterro de cachorra, porca de barro recheada de dinheiro e um julgamento final no além com Jesus negro, o diabo e Nossa Senhora.
Estreia e legado do filme
O Auto da Compadecida chegou aos cinemas brasileiros em 21 de março de 2000. Foi um dos maiores sucessos populares do cinema nacional naquele ano e ajudou a consolidar a carreira de Matheus Nachtergaele e Selton Mello como dupla cômica.
O longa se tornou referência obrigatória quando se fala em adaptação de obra literária para o cinema. Ganhou versões em DVD, reprises constantes na TV aberta e serviu de base para montagens teatrais pelo Brasil afora.
Mais de duas décadas depois, continua sendo citado em escolas, rodas de amigos e listas de melhores filmes nacionais. Quem cresceu nos anos 2000 provavelmente sabe de cor frases como "sabe com quem está falando?" e "não me diga, Seu Pato!".
Vale o ingresso?
Ponto alto: O roteiro é enxuto, inteligente e respeita a oralidade nordestina sem cair no caricato. Matheus Nachtergaele e Selton Mello funcionam perfeitamente juntos, com timing cômico afiadíssimo.
Ponto alto: As participações de Fernanda Montenegro e Marco Nanini elevam qualquer cena em que aparecem, especialmente no julgamento final.
Ponto fraco: Quem não está familiarizado com o falar nordestino pode perder piadas de sotaque e expressões regionais. A fotografia simples, típica da produção da época, também pode parecer datada para o público mais jovem.
Curiosidades
- O filme é uma adaptação da peça Auto da Compadecida, escrita por Ariano Suassuna em 1955, que reúne três outros autos do autor pernambucano.
- A cena do julgamento final foi rodada em apenas três dias e reúne quase todo o elenco em figurinos que misturam referências barrocas e populares.
- Lima Duarte e Paulo Goulart interpretam o diabo e Jesus, respectivamente, com figurinos que viraram marca registrada do filme.
Perguntas frequentes
O Auto da Compadecida é baseado em qual obra?
É uma adaptação da peça teatral de mesmo nome escrita por Ariano Suassuna em 1955, que reúne os autos A Pena e a Lei, O Castigo da Soberba e A Compadecida.
Quem dirige O Auto da Compadecida?
A direção é de Guel Arraes, com produção executiva de Walter Salles e Daniela Thomas. O roteiro ficou a cargo de Adriana Falcão, João Falcão e do próprio Arraes.
O filme tem cena pós-créditos?
Não. A história termina no julgamento final, e o longa não traz cenas extras após os créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema popular brasileiro e adaptações de obras de Ariano Suassuna, Jorge Amado ou Graciliano Ramos.
- Quem curte comédias de costume com crítica social, como Romance e Lavoura Arcaica.
- Professores e alunos que usam o cinema como ferramenta de estudo sobre identidade nordestina, religiosidade popular e cultura sertaneja.
Título original: O Auto Da Compadecida
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 21/03/2000
Distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
Diretor: Guel Arraes
Principais atores: