Veja o trailer do filme O auge do humano
Sobre o que é O Auge do Humano
O Auge do Humano cruza três continentes e três gerações de jovens que se recusam, de formas diferentes, a aceitar o roteiro que o mundo desenhou para eles.
Em Buenos Aires, Exe acaba de perder o emprego e não tem a menor pressa de arranjar outro. Na internet, ele cruza com Alf, um moçambicano igualmente desinteressado do trabalho convencional, que está indo atrás de Archie, um garoto que simplesmente fugiu para a mata.
Archie caminha seguindo rastros de formigas até se perder. Quando reencontra o grupo, eles cruzam com Canh, um filipino a caminho de casa, onde um emprego miserável já o espera. O longa de Eduardo Williams costura esses quatro corpos a partir de uma pergunta incômoda: e se o auge da humanidade for justamente o momento em que ela para de se justificar?
É um filme contemplativo, quase sem falas, construído em planos longos e no som ambiente. Premiadíssimo em festivais, mas pouco afeito a concessões comerciais.
Quando estreou e por que ainda importa
O Auge do Humano estreou nos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, em circuito limitado, depois de brilhar no circuito internacional.
A obra ganhou o prêmio de Melhor Filme da mostra Cineasta do Presente do Festival de Locarno 2016, um dos principais palcos do cinema de autor contemporâneo, lado a lado com cineastas como Lucrecia Martel e Wang Bing.
Hoje, o longa é lembrado como uma das peças-chave do cinema argentino dos anos 2010, ao lado de O Ouro e o Mundo, pelo olhar sobre personagens que não querem mais caber no sistema.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a fotografia de Eduardo Williams é hipnótica. Planos longos, câmera próxima da pele, som ambiente tratado como trilha. É cinema sensorial, quase antropológico, e os 100 minutos passam rápido se você se entrega ao ritmo.
A maneira como ele entrelaça Buenos Aires, Moçambique e Filipinas sem pressa narrativa é virtuosa. Não há clímax, não há vilão, não há solução — e isso é o ponto.
Ponto fraco: a quase ausência de diálogo e a narrativa propositalmente aberta afastam quem busca uma história convencional. O filme pede paciência, e parte do público vai achar lento demais.
Se você não se conecta a cinema de arte, a sessão vira exercício de resistência. Mas se conecta, vira pequena revelação.
Curiosidades de bastidores
- Foi filmado em três países diferentes — Argentina, Moçambique e Filipinas — com atores não profissionais na maior parte do elenco.
- Venceu o prêmio de Melhor Filme da mostra Cineasta do Presente do Festival de Locarno 2016, mesma vitrine que lançou cineastas como Lucrecia Martel.
- É uma coprodução entre Argentina, Brasil e Portugal, com direção do argentino Eduardo Williams.
Perguntas frequentes sobre O Auge do Humano
O Auge do Humano vale a pena?
Vale se você curte cinema de arte, festivais europeus e narrativas contemplativas. Não vale se você prefere histórias com reviravoltas, diálogos densos ou节奏 rápido. É um filme de paciência, não de adrenalina.
O Auge do Humano é um filme de terror?
Não. É um drama com elementos de ficção antropológica, focado em personagens que se recusam a trabalhar. A classificação de 16 anos se deve a cenas de nudez e contexto de vulnerabilidade social, não a violência.
O Auge do Humano tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma contemplativa, sem ganchos extras ou revelações escondidas. Quem espera easter eggs ou cliffhangers vai sair frustrado — não é a proposta.
Onde assistir O Auge do Humano online?
Por ter distribuição limitada da Festival, a disponibilidade em streaming varia. Confira na seção de programação do nosso portal os cinemas e plataformas que exibem ou disponibilizam o filme.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de arte, festivais europeus e mostras como a Cineasta do Presente de Locarno, que buscam obras radicais em vez de entretenimento fácil.
- Leitores de ensaios sobre pós-trabalho, geração que se recusa a aceitar a lógica do emprego formal, e admiradores de Lisandro Alonso, Pedro Costa e Wang Bing.
- Quem curta narrativas abertas, antropologia visual, drama contemplativo e ficção quase documental sem pressa de chegar a lugar nenhum.
Título original: El auge del humano
País de origem: Argentina / Brasil / Portugal
Data do lançamento: 16/03/2017
Distribuidora: Festival
Diretor: Eduardo Williams
Principais atores: