Sobre o que é O Assalto ao Trem Pagador
Em 1960, um grupo de seis homens rendeu o trem pagador da Estrada de Ferro Central do Brasil e fugiu com uma fortuna em dinheiro vivo.
O plano incluía uma regra de ferro: ninguém podia torrar mais do que 10% da parte dele, para não levantar suspeita.
Funcionou por um tempo — até Reginaldo Faria, no papel de Grilo Peru, trocar o esconderijo no morro pelo luxo da zona sul carioca.
O brilho novo atrai a polícia e a ira do líder da quadrilha, vivido por Eliezer Gomes, que vê o acordo interno ser quebrado.
O resto do grupo, quase todo vindo de favelas do Rio, tenta escapar enquanto o cerco aperta.
Baseado em caso real, o filme virou referência do policial brasileiro dos anos 60.
Linha do tempo e legado
O Assalto ao Trem Pagador estreou em 1962, em meio à efervescência do cinema novo e às produções populares que lotavam as salas do Rio de Janeiro.
Recebeu o prêmio de melhor filme no Festival de Berlim de 1963, dividindo o palco com O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte — feito histórico para o cinema brasileiro, com duas produções nacionais laureadas na mesma edição.
Na época, transformou-se em fenômeno de público e ajudou a fixar o gênero policial como produto de massa no Brasil.
Em 2022, completou 60 anos com uma reexibição em circuito alternativo — incluindo a sessão em cartaz que aparece na nossa programação — tratada quase como aula de cinema nacional.
Hoje é citado como influência direta de títulos posteriores, como Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, e lembrado em livros e documentários sobre a história do crime no Brasil.
Vale o ingresso?
Ponto alto: A reconstrução de época é minuciosa — figurino, cenários do morro e da zona sul e o ritmo de tensão que cresce junto com a investigação policial.
O elenco é um capítulo à parte: Grande Otelo, Ruth de Souza e Reginaldo Faria entregam atuações firmes, dando densidade humana a um argumento quase documental.
Ponto fraco: O ritmo é cadenciado demais para o padrão atual e algumas cenas expositivas pedem paciência — quem espera tiroteio estilo Hollywood pode estranhar o tom de drama social.
- O caso real do trem pagador da Central do Brasil aconteceu em 1960 e virou tema de música, livro e peças de teatro antes de chegar ao cinema.
- O título original do roteiro era O Sequestro do Trem Pagador, alterado para evitar confusão com o clássico O Sequestro do Metrô, lançado no mesmo período.
- Grande Otelo, um dos maiores nomes do cinema brasileiro, aparece em uma de suas raras atuações no gênero policial.
O Assalto ao Trem Pagador é baseado em fatos reais?
Sim. O longa recria o assalto ao trem pagador da Estrada de Ferro Central do Brasil ocorrido em 1960, com personagens inspirados nos integrantes do grupo.
Onde assistir O Assalto ao Trem Pagador hoje?
A programação acima mostra os cinemas e horários disponíveis. Caso não haja sessões na sua cidade, vale procurar o título em plataformas de streaming e em mostras de cinema brasileiro.
O Assalto ao Trem Pagador ganhou algum prêmio internacional?
Sim. O filme recebeu o Urso de Ouro no Festival de Berlim de 1963, ao lado de O Pagador de Promessas, fato raro na história do cinema nacional.
Pra quem é este filme:
- Fãs do cinema policial brasileiro dos anos 60, interessados em títulos que dialogam com A Grande Cidade e Barravento.
- Estudantes e pesquisadores de história do Brasil, que usam o filme como registro visual de uma época e de uma faceta do crime organizado nacional.
- Colecionadores de clássicos em sessões de cinema de rua, acostumados a programa como esta reexibição comemorativa.
Título original: O Assalto Ao Trem Pagador
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 26/09/2022
Distribuidora: Fama Filmes
Diretor: Roberto Farías
Principais atores: