O filme
Rio de Janeiro, anos 60. Um grupo batizado pela imprensa como Esquadrão da Morte age à margem da lei para combater o crime. Nesse cenário de pistoleiros, delegados e fugas, surge a figura de Lúcio Flávio, bandido que virou símbolo de uma época.
Baseado em fatos reais acompanhados de perto pelo jornalismo policial, o roteiro costura a vida do criminoso interpretado por Reginaldo Faria com a ação do delegado Bechara, vivido por Ivan Cândido. A direção é de Hector Babenco, logo depois de Quem é Beta? e antes do estouro internacional de O Beijo da Mulher Aranha.
Entre presídios, fugas e assaltos, o longa se apoia em três pilares de drama, biografia e policial para retratar um Brasil violento e cinzento.
Estreia e legado
Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia chegou aos cinemas brasileiros em 2 de março de 1977, em plena abertura lenta do regime militar. O filme dialogava diretamente com o público que acompanhava o caso pelas reportagens de O Pasquim e pelos livros de Carlos Amorim.
Foi um marco na carreira de Babenco, confirmou Reginaldo Faria como um dos grandes atores de drama do país e abriu portas para uma safra de filmes brasileiros que misturavam biografia e policial.
Hoje é lembrado como um clássico do cinema brasileiro, frequentemente citado ao lado de Pixote: A Lei do Mais Fraco e de outras obras densas sobre criminalidade, como Coração Iluminado e Vidas Partidas.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Reginaldo Faria entrega uma das interpretações mais cruas do cinema brasileiro, transformando Lúcio Flávio em um anti-herói perturbador, e a direção de Babenco mantém o filme sempre tenso, quase documental.
Ponto fraco: O ritmo é lento em vários trechos e a fotografia propositalmente granulada pode cansar quem não está acostumado com o cinema da época.
No saldo geral, é um filme que envelhece bem, especialmente para quem se interessa por cinema nacional autoral e por retratos da violência urbana brasileira dos anos 60.
Curiosidades
- O filme é baseado em uma série de reportagens e no livro-reportagem que cobriram o caso real de Lúcio Flávio no início dos anos 70.
- Esta é uma das primeiras parcerias longas entre Hector Babenco e Reginaldo Faria, antes de O Beijo da Mulher Aranha.
- Grande Otelo faz uma participação marcante, dando ao filme um respiro de humor carioca no meio do tom sombrio.
Perguntas frequentes
Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia é baseado em fatos reais?
Sim. O longa é inspirado na trajetória real do bandido Lúcio Flávio Vilar Sapienza, que ficou conhecido no Rio de Janeiro nos anos 60 e virou personagem de reportagens, livros e do filme.
Quem dirige o filme?
A direção é do brasileiro Hector Babenco, um dos nomes mais importantes do cinema nacional, autor de O Beijo da Mulher Aranha e Pixote: A Lei do Mais Fraco.
Tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos, sem cena extra depois.
Pra quem é este filme:
- Fãs de policial brasileiro clássico e do cinema da Boca do Lixo.
- Quem curte biografias de bandidos e figuras reais da história do crime, no estilo de Cazuza - O Tempo Não Pára e Meu Amigo Hindu.
- Admiradores da filmografia de Hector Babenco e de Reginaldo Faria em papéis de peso.
Título original: Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 02/03/1977
Distribuidora: Sem Distribuidor
Diretor: Hector Babenco
Principais atores: