Veja o trailer do filme O ardor
O que é O Ardor
O Ardor é um faroeste brasileiro ambientado na fronteira com o Paraguai, onde o xamã Kaí presencia o ataque violento a uma fazenda de fumo e parte em uma missão de perseguição implacável.
O longa dirigido por Pablo Fendrik mistura drama e faroeste para contar uma história de vingança, espiritualidade e posse de terra.
Com Gael García Bernal no papel principal, o filme se afasta do western tradicional americano e mergulha em florestas tropicais, rios e vilarejos silenciosos.
Estreia e legado
O filme chegou aos cinemas brasileiros em 24 de novembro de 2016, com distribuição limitada e circulação em festivais internacionais.
É considerado um dos raros exemplares de faroeste latino-americano com produção majoritariamente brasileira, dialogando com obras como Neruda e A terceira margem do rio.
Passou por mostras como San Sebastián e ganhou atenção por sua abordagem crítica ao agronegócio e à devastação ambiental na fronteira do país.
Hoje, é lembrado como um objeto curioso: um faroeste com xamanismo, violência seca e pouca conversa fiada.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de Pablo Fendrik constrói uma atmosfera sufocante, com enquadramentos que transformam a floresta em personagem e uma trilha sonora quase ausente que potencializa o silêncio da violência.
A presença magnética de Gael García Bernal entrega um protagonista contido, com olhares que dizem mais do que os raros diálogos.
Ponto fraco: o ritmo é lento a ponto de testar a paciência de quem espera ação típica de faroeste, e o roteiro repete padrões narrativos que poderiam ser mais surpreendentes.
O desfecho também divide: quem busca closure emocional pode sair frustrado com o caráter quase ritualístico do final.
Curiosidades dos bastidores
- As filmagens foram realizadas em locações reais na fronteira entre Brasil e Paraguai, incluindo áreas de Mata Atlântica e plantações de fumo.
- O roteiro é bilíngue: as falas misturam português e espanhol guarani, reforçando a ambientação fronteiriça.
- O diretor Pablo Fendrik é argentino, o que torna O Ardor um dos poucos faroestes de produção brasileira com direção de outro país da região.
Perguntas frequentes
O Ardor é um faroeste brasileiro mesmo?
Sim. O filme se passa na fronteira do Paraguai, com cowboys, pistoleiros e disputas de terra que dialogam com o western clássico, mas recodificados em chave latino-americana.
Qual a classificação indicativa do filme?
O longa contém violência explícita, drogas e temas sensíveis, sendo recomendado para maiores de 16 anos conforme a classificação exibida nos cinemas.
O Ardor tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma abrupta e simbólica, sem cenas extras após os créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema latino-americano de autor, especialmente obras de Pablo Larraín, Lisandro Alonso e do próprio Fendrik.
- Interessados em westerns revisionistas que subvertem a fórmula americana tradicional.
- Quem acompanha discussões sobre fronteira, agronegócio e povos originários na América do Sul.
Título original: O ardor
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 24/11/2016
Diretor: Pablo Fendrik
Principais atores: