Veja o trailer do filme O ardor

O ardor

O ardor

Drama Faroeste Duração: 1h 41min

O que é O Ardor

O Ardor é um faroeste brasileiro ambientado na fronteira com o Paraguai, onde o xamã Kaí presencia o ataque violento a uma fazenda de fumo e parte em uma missão de perseguição implacável.

O longa dirigido por Pablo Fendrik mistura drama e faroeste para contar uma história de vingança, espiritualidade e posse de terra.

Com Gael García Bernal no papel principal, o filme se afasta do western tradicional americano e mergulha em florestas tropicais, rios e vilarejos silenciosos.

Estreia e legado

O filme chegou aos cinemas brasileiros em 24 de novembro de 2016, com distribuição limitada e circulação em festivais internacionais.

É considerado um dos raros exemplares de faroeste latino-americano com produção majoritariamente brasileira, dialogando com obras como Neruda e A terceira margem do rio.

Passou por mostras como San Sebastián e ganhou atenção por sua abordagem crítica ao agronegócio e à devastação ambiental na fronteira do país.

Hoje, é lembrado como um objeto curioso: um faroeste com xamanismo, violência seca e pouca conversa fiada.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de Pablo Fendrik constrói uma atmosfera sufocante, com enquadramentos que transformam a floresta em personagem e uma trilha sonora quase ausente que potencializa o silêncio da violência.

A presença magnética de Gael García Bernal entrega um protagonista contido, com olhares que dizem mais do que os raros diálogos.

Ponto fraco: o ritmo é lento a ponto de testar a paciência de quem espera ação típica de faroeste, e o roteiro repete padrões narrativos que poderiam ser mais surpreendentes.

O desfecho também divide: quem busca closure emocional pode sair frustrado com o caráter quase ritualístico do final.

Curiosidades dos bastidores

  • As filmagens foram realizadas em locações reais na fronteira entre Brasil e Paraguai, incluindo áreas de Mata Atlântica e plantações de fumo.
  • O roteiro é bilíngue: as falas misturam português e espanhol guarani, reforçando a ambientação fronteiriça.
  • O diretor Pablo Fendrik é argentino, o que torna O Ardor um dos poucos faroestes de produção brasileira com direção de outro país da região.

Perguntas frequentes

O Ardor é um faroeste brasileiro mesmo?

Sim. O filme se passa na fronteira do Paraguai, com cowboys, pistoleiros e disputas de terra que dialogam com o western clássico, mas recodificados em chave latino-americana.

Qual a classificação indicativa do filme?

O longa contém violência explícita, drogas e temas sensíveis, sendo recomendado para maiores de 16 anos conforme a classificação exibida nos cinemas.

O Ardor tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma abrupta e simbólica, sem cenas extras após os créditos finais.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema latino-americano de autor, especialmente obras de Pablo Larraín, Lisandro Alonso e do próprio Fendrik.
  • Interessados em westerns revisionistas que subvertem a fórmula americana tradicional.
  • Quem acompanha discussões sobre fronteira, agronegócio e povos originários na América do Sul.

Título original: O ardor

País de origem: Brasil

Data do lançamento: 24/11/2016

Diretor: Pablo Fendrik

Principais atores: