Veja o trailer do filme O Albergue - Parte II
O Albergue - Parte II
O que é O Albergue: Parte II
Sequência direta de O Albergue (2005), o longa troca a mochila masculina americana pela perspectiva de três jovens em tour pela Europa. Lauren German, Heather Matarazzo e Bijou Phillips interpretam Beth, Lorna e Whitney, turistas em Roma que aceitam o convite de uma modelo misteriosa para um spa exótico na Eslováquia.
O que era para ser um fim de semana de relaxamento vira uma armadilha. As três caem em um leilão clandestino onde corpos são vendidos para clientes endinheirados. A diferença para o primeiro filme está no recorte: aqui o olhar é feminino, e a câmera demora mais nas vítimas antes da violência explícita estourar.
Quando estreou e por que ele importa
O filme chegou aos cinemas norte-americanos em 8 de junho de 2007 e desembarcou no Brasil ainda naquele ano, com distribuição direta para home video em alguns mercados. Foi a maior abertura da carreira de Eli Roth até então, faturando cerca de US$ 20 milhões só no fim de semana de estreia nos EUA.
Além do resultado comercial, o longa consolidou o subgênero "torture porn" que o primeiro filme ajudou a emplacar, ao mesmo tempo em que sofreu com o desgaste da própria fórmula. Recebeu indicações em festivais de cinema fantástico e arrepiou bastante a crítica especializada, mas ganhou status de cult entre fãs de terror extremo.
Hoje ele é lembrado como um dos capítulos mais polêmicos do terror dos anos 2000, citado sempre que se discute os limites do gore em Hollywood e o papel do cinema de horror como comentário sobre turismo sexual e desigualdade econômica no Leste Europeu.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o terceiro ato inverte a dinâmica de poder e coloca Beth para trás das câmeras do horror. É o momento em que o filme deixa de ser só观光do turismo europeu e vira vingança pura, com direito a uma das cenas mais comentadas da carreira de Roth.
Ponto fraco: a primeira hora aposta demais no "mimimi" das três protagonistas, com diálogos expositivos e piadas que não aterrizam. A subtrama artística de Beth só existe para justificar a decisão final dela, e isso pesa no ritmo.
Não é um terror inteligente, mas é um terror honesto com o que se propõe. Se você quer gore artesanal e uma viagem de pesadelo pela Eslováquia rural, entrega.
Curiosidades de bastidores
- A modelo que atrai as três para a Eslováquia é interpretada pela atriz eslovaca Barbara Nedeljakova, que virou um dos rostos mais lembrados do terror dos anos 2000 por causa desta cena.
- O veterano do exploitation Ruggero Deodato, diretor do clássico "Canibal Holocaust", faz uma participação rápida como um dos clientes do leilão, em homenagem declarada de Roth ao mestre italiano.
- O ator búlgaro Stanislav Ianevski, conhecido por interpretar o jogador de quadribol Viktor Krum em Harry Potter e o Cálice de Fogo, faz um dos papéis coadjuvantes do longa, fugindo completamente do tipo de figura que tinha feito até então.
Perguntas frequentes
O Albergue: Parte II é muito mais violento que o primeiro?
É no mesmo nível de gore do original, com um aceno a mais de gore "craft", especialmente no clímax. A diferença está no recorte: aqui a violência demora mais para começar e a câmera fica mais tempo com as vítimas antes do golpe.
Preciso ter assistido o primeiro O Albergue para entender este?
Não é obrigatório, mas ajuda. A premissa do leilão é reapresentada, então é possível entrar direto por aqui. Quem viu o primeiro vai reconhecer detalhes visuais e a mesma localização eslovaca.
O filme tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos relevante. O longa termina de forma direta, com a resolução da trama de Beth em tela preta e sem teasers para uma hipotética Parte III, que até hoje não saiu do papel.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Eli Roth e do ciclo torture porn dos anos 2000, que colecionam edições em mídia física e conhecem cada filme do diretor de cor.
- Quem curte terror com ambientação europeia, vilões aristocráticos e tramas sobre turismo macabro, no estilo de Desejo de Matar.
- Espectadores que assistiram o primeiro O Albergue e querem conferir a versão "feminina" da mesma premissa, mesmo sabendo que é mais do mesmo com outros olhos.