O AFOGAMENTO

O AFOGAMENTO

Ficção Drama Suspense Duração: 1h 39min

O Afogamento: quando salvar uma vida reabre feridas que nunca cicatrizaram

O psicólogo infantil Josh Charles (Tom Seymour) mergulha em um lago para impedir o suicídio de um homem. O ato heroico aparentemente termina ali, mas logo se revela um gatilho.

Tom reconhece no sujeito o réu de um caso antigo, um assassinato brutal pelo qual ele prestou depoimento como especialista, há 12 anos. A partir desse reencontro, o longa dirigido por Bette Gordon escava o trauma profissional e pessoal do protagonista.

A trama se desenrola como um suspense psicológico discreto, apoiado em drama e tom intimista. O peso está mais no silêncio e nas decisões do que em reviravoltas espetaculares.

Estreia e legado do filme

The Drowning foi lançado em mercados internacionais entre 2016 e o início de 2017, chegando ao circuito comercial brasileiro em 16 de março de 2017, em circuito alternativo.

A carreira da diretora Bette Gordon é mais respeitada no circuito independente do que no mainstream. O filme foi exibido em mostras e festivais voltados ao cinema autoral norte-americano, sem disputar o circuito de blockbusters.

Não há indicações a Oscar, Globo de Ouro ou grandes festivos do porte de Cannes. O Afogamento é lembrado hoje como uma curiosidade do currículo de Josh Charles e de Julia Stiles, em uma fase mais discreta de ambos, entre projetos maiores como Jason Bourne (2016).

Vale o ingresso? Veja o ponto alto e o ponto fraco

Ponto alto: as atuações. Josh Charles, conhecido pela série The Good Wife, entrega um protagonista contido, com olhar cansado, e Julia Stiles traz uma presença marcante como a esposa de Tom, sustentando o núcleo familiar.

O roteiro acerta ao trabalhar culpa, ética profissional e instabilidade emocional de forma adulta, sem recorrer a soluções melodramáticas baratas.

Ponto fraco: o ritmo é lento e o terceiro ato se apoia demais em conveniências. Quem busca um suspense com reviravoltas agressivas pode achar o filme morno.

A direção de Bette Gordon aposta em atmosfera, mas peca em sublinhar algumas pistas óbvias demais para o público atento.

Curiosidades sobre O Afogamento

  • Diretora de cinema independente: Bette Gordon tem longa carreira no cinema universitário e experimental dos EUA e raramente aparece no radar do público geral.
  • Josh Charles longe de Alan Shore: o ator construiu sua fama com a série The Good Wife; aqui ele assume um protagonista introspectivo, bem diferente do advogado carismático que ficou conhecido.
  • Lançamento discreto no Brasil: a estreia nacional em março de 2017 foi em circuito alternativo, o que ajuda a explicar a pouca repercussão comercial do longa.

Perguntas frequentes sobre O Afogamento

O Afogamento é baseado em fatos reais?

Não. É uma obra de ficção, com roteiro assinado por Stephen Molton e Frank D. Gilroy, centrada em um psicólogo confrontado com o passado profissional.

Qual a classificação indicativa do filme?

A classificação ainda não foi confirmada pela Classind, mas o conteúdo envolve suicídio e abuso sexual, o que tende a empurrar a faixa para 14 ou 16 anos.

Tem cena pós-créditos?

Não há cena pós-créditos nem teaser adicional. A narrativa se encerra antes dos créditos finais, sem gancho para continuação.

Pra quem é este filme:

Título original: THE DROWNING

País de origem: EUA

Data do lançamento: 16/03/2017

Diretor: Bette Gordon

Principais atores: