O Afogamento: quando salvar uma vida reabre feridas que nunca cicatrizaram
O psicólogo infantil Josh Charles (Tom Seymour) mergulha em um lago para impedir o suicídio de um homem. O ato heroico aparentemente termina ali, mas logo se revela um gatilho.
Tom reconhece no sujeito o réu de um caso antigo, um assassinato brutal pelo qual ele prestou depoimento como especialista, há 12 anos. A partir desse reencontro, o longa dirigido por Bette Gordon escava o trauma profissional e pessoal do protagonista.
A trama se desenrola como um suspense psicológico discreto, apoiado em drama e tom intimista. O peso está mais no silêncio e nas decisões do que em reviravoltas espetaculares.
Estreia e legado do filme
The Drowning foi lançado em mercados internacionais entre 2016 e o início de 2017, chegando ao circuito comercial brasileiro em 16 de março de 2017, em circuito alternativo.
A carreira da diretora Bette Gordon é mais respeitada no circuito independente do que no mainstream. O filme foi exibido em mostras e festivais voltados ao cinema autoral norte-americano, sem disputar o circuito de blockbusters.
Não há indicações a Oscar, Globo de Ouro ou grandes festivos do porte de Cannes. O Afogamento é lembrado hoje como uma curiosidade do currículo de Josh Charles e de Julia Stiles, em uma fase mais discreta de ambos, entre projetos maiores como Jason Bourne (2016).
Vale o ingresso? Veja o ponto alto e o ponto fraco
Ponto alto: as atuações. Josh Charles, conhecido pela série The Good Wife, entrega um protagonista contido, com olhar cansado, e Julia Stiles traz uma presença marcante como a esposa de Tom, sustentando o núcleo familiar.
O roteiro acerta ao trabalhar culpa, ética profissional e instabilidade emocional de forma adulta, sem recorrer a soluções melodramáticas baratas.
Ponto fraco: o ritmo é lento e o terceiro ato se apoia demais em conveniências. Quem busca um suspense com reviravoltas agressivas pode achar o filme morno.
A direção de Bette Gordon aposta em atmosfera, mas peca em sublinhar algumas pistas óbvias demais para o público atento.
Curiosidades sobre O Afogamento
- Diretora de cinema independente: Bette Gordon tem longa carreira no cinema universitário e experimental dos EUA e raramente aparece no radar do público geral.
- Josh Charles longe de Alan Shore: o ator construiu sua fama com a série The Good Wife; aqui ele assume um protagonista introspectivo, bem diferente do advogado carismático que ficou conhecido.
- Lançamento discreto no Brasil: a estreia nacional em março de 2017 foi em circuito alternativo, o que ajuda a explicar a pouca repercussão comercial do longa.
Perguntas frequentes sobre O Afogamento
O Afogamento é baseado em fatos reais?
Não. É uma obra de ficção, com roteiro assinado por Stephen Molton e Frank D. Gilroy, centrada em um psicólogo confrontado com o passado profissional.
Qual a classificação indicativa do filme?
A classificação ainda não foi confirmada pela Classind, mas o conteúdo envolve suicídio e abuso sexual, o que tende a empurrar a faixa para 14 ou 16 anos.
Tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos nem teaser adicional. A narrativa se encerra antes dos créditos finais, sem gancho para continuação.
Pra quem é este filme:
- Fãs de suspense psicológico de câmera contida, no estilo de Norman: Confie em mim (2017), sem ação física gratuita.
- Quem curte dramas sobre profissionais da saúde lidando com trauma, como Sociedade dos Poetas Mortos (1990), só que pelo lado da psicologia clínica.
- Espectadores que valorizam a filmografia de Josh Charles, Julia Stiles e Avan Jogia e gostam de investigar obras menos óbvias de seus catálogos.
Título original: THE DROWNING
País de origem: EUA
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Bette Gordon
Principais atores: