Veja o trailer do filme O ABC da Morte
O ABC da Morte
O que é O ABC da Morte?
Imagine 26 diretores de terror recebendo uma única regra: escolher uma letra do alfabeto e contar uma história curta sobre morte. Esse é o conceito de O ABC da Morte, antologia lançada em 2012 que funciona como um catálogo de obsessões do horror mundial.
Cada segmento dura poucos minutos. Alguns são narrados em live action, outros usam animação, stop-motion e técnicas experimentais. O resultado é uma colagem brutal, irregular e hipnótica que não pede licença para chocar.
Os episódios passeiam entre assassinatos, suicídios, rituais bizarros, humor negro e momentos quase poéticos. A graça está justamente em não saber o que vem a seguir.
Origens, repercussão e legado
O ABC da Morte estreou no festival South by Southwest (SXSW) em 2012, ainda fora de competição, e rapidamente viralizou entre fãs de horror pela proposta insana. A produção foi capitaneada pelos mesmosidealizadores de V/H/S, outro coletivo antológico que ajudou a reaquecer o formato nos anos 2010.
O filme teve distribuição limitada nos cinemas brasileiros, circulando mais em mostras, home video e streamings especializados. Mesmo assim, virou referência cult entre os apreciadores de cinema de gênero.
A repercussão foi suficiente para render uma sequência direta, lançada em 2014, mantendo a mesma lógica de 26 episódios por letra. Hoje, o longa é lembrado como uma das experiências mais radicais do horror coletivo recente, citado em podcasts, canais de YouTube e listas sobre o melhor do terror de antologia.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a variedade estética é o grande trunfo. Em poucos minutos, o espectador sai de um slasher analógico para um segmento em animação, passando por um curta quase mudo e poético. É um álbum visual assinado por nomes como Xavier Gens, Jason Eisener e a dupla Bruno Forzani e Hélène Cattet, cada um imprimindo sua assinatura autoral.
Ponto fraco: a irregularidade é real. Alguns episódios parecem filler gratuito, sem conceito por trás do choque. Quem busca narrativa coesa ou se incomoda com gore explícito vai sofrer em alguns trechos.
No saldo geral, o filme acerta mais do que erra justamente por assumir o caos como linguagem.
Curiosidades de bastidores
- O filme foi idealizado pelos mesmos produtores de V/H/S, outra antologia que ajudou a popularizar o formato de curtas coletivos no horror moderno.
- O segmento do brasileiro Adrián García Bogliano é o único episódio de língua espanhola ambientado em ambiente latino.
- A dupla francesa Bruno Forzani e Hélène Cattet, conhecida pelo visual giallo de Amer, assina o segmento O, mantendo a estética saturada que virou marca registrada da dupla.
Perguntas frequentes
O ABC da Morte tem cena pós-créditos?
Não. Por ser uma antologia de curtas, o filme não usa o recurso clássico de cena pós-créditos. Os 26 episódios se encerram antes dos créditos finais, sem teasers extras.
O ABC da Morte é um filme de terror assustador ou mais chocante?
É mais chocante do que assustador. A proposta privilegia o estranhamento, o gore e a criatividade macabra em vez do suspense tradicional. Medo clássico, tipo susto, é raro aqui.
Existe O ABC da Morte 2?
Sim. A continuação, O ABC da Morte 2, foi lançada em 2014 com a mesma lógica de 26 episódios por letra, mas com um novo time de diretores.
Pra quem é este filme:
- Fãs de terror experimental e antologias curtas como V/H/S, Creepshow e Os Três Tempos do Medo.
- Curiosos que querem mapear novos diretores de horror mundial em pouco mais de duas horas.
- Apaixonados por cinema de gênero radical, acostumados com gore, humor negro e narrativas fragmentadas.
Título original: The ABCs of Death
País de origem: EUA
Diretor: Bruno Forzani, Hélène Cattet, Kaare Andrews, Angela Bettis, Adrián García Bogliano, Jason Eisener, Ernesto Díaz Espinoza, Xavier Gens
Principais atores: