Veja o trailer do filme Nunca é Tarde para Amar
O que você precisa saber antes de assistir
Rosie é uma produtora de TV bem-sucedida, mãe solo e perto dos 40, que descobre que o coração também obedece a時計 ruim. Ela se envolve com Adam, ator quase vinte anos mais novo, e o mundo parece conspirar contra a felicidade do casal.
Em casa, a filha Saoirse Ronan (na época com 12 anos, antes de Brooklyn) vive o primeiro crush da adolescência, criando um espelho entre as duas gerações.
A direção de Amy Heckerling, a mesma de As Patricinhas de Beverly Hills, aposta no humor rápido e em diálogos ferinos sobre idade, vaidade e julgamento alheio.
O filme também brinca com um meta-ponto curioso: Rosie trabalha em um programa de TV, e o roteiro não economiza piadas sobre a indústria do entretenimento.
De 2007 para cá: como esse filme envelheceu
Estreou nos EUA em maio de 2007 e chegou ao Brasil em 21 de setembro do mesmo ano, com distribuição da California Filmes. Na ocasião, teve divulgação modesta e caiu rapidamente em catálogo doméstico.
Com o tempo, ganhoustatus de cult comfort movie justamente por ser leve, esquecível e irresistível em reprises. Não ganhou nenhum prêmio relevante nem indicação ao Oscar, Globo de Ouro ou festivais.
Hoje é lembrado menos como obra-prima e mais como um capítulo curioso na filmografia de Michelle Pfeiffer e de Heckerling, que vinha de anos de dificuldade em Hollywood.
Também funciona como cápsula do tempo dos anos 2000: celular flip, MSN, piadas com Hollywood e um Paul Rudd pré-Homem-Formiga, que já exibia aquele charme atrapalhado que o tornaria astro de grandes blockbusters.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Michelle Pfeiffer e Paul Rudd. Ela entrega uma protagonista madura, cínica e carismática; ele aposta no humor de timing perfeito que viraria sua marca registrada.
Ponto alto: o elenco de apoio é uma coleção de cameis deliciosos, incluindo Henry Winkler, Tracey Ullman e Jon Lovitz, todos brilhando em cenas curtas.
Ponto fraco: o roteiro gasta energia demais em piadas sobre a aparência de Rosie e em piadas grosseiras que envelheceram mal.
Ponto fraco: o terceiro ato escorrega para resoluções rápidas demais, sem dar ao relacionamento principal o espaço que o conflito pedia.
Curiosidades dos bastidores
- O roteiro foi escrito por Amy Heckerling e ficou engavetado por anos até Pfeiffer aceitar protagonizar, o que destravou a produção.
- Saoirse Ronan tinha apenas 12 anos nas filmagens, em seu primeiro papel relevante em Hollywood.
- Fred Willard aparece como pai de Rosie em mais uma de suas hilárias participações rápidas.
Perguntas frequentes
Nunca é Tarde para Amar é baseado em alguma história real?
Não. O roteiro é original de Amy Heckerling e usa como motor a diferença de idade no romance, mas os personagens são fictícios.
Quem é o interesse amoroso de Rosie no filme?
O ator Adam, vivido por Paul Rudd. Ele interpreta um galã de TV bem mais novo que se envolve com a protagonista.
O filme tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa se encerra com a resolução do relacionamento e o final não reserva nenhuma surpresa extra.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédia romântica leve, estilo sessão pipoca no domingo à tarde, sem grandes reviravoltas.
- Admiradores de Michelle Pfeiffer que querem ver a atriz em um papel cômico fora da curva dramática de filmes como Scarface.
- Quem curte romances com diferença de idade e gosta de comparar com obras como O Feitiço de Áquila.
Título original: I Could Never Be Your Woman
País de origem: EUA
Data do lançamento: 21/09/2007
Distribuidora: California Filmes
Diretor: Amy Heckerling
Principais atores: