Nosferatu - O Vampiro da Noite
O que é Nosferatu - O Vampiro da Noite
Em 1979, o diretor Werner Herzog decidiu revisitar o vampiro mais antigo do cinema. O resultado foi Nosferatu - O Vampiro da Noite, releitura alemã do clássico expressionista de F.W. Murnau de 1922, mas com a liberdade criativa típica do terror europeu dos anos 70.
A premissa é direta: Jonathan Harker parte para a Transilvânia a trabalho, contra o aviso da esposa Lucy. Ao chegar ao castelo do Conde Drácula, ele percebe tarde demais que foi marcado como prisioneiro. O que se segue é menos um filme de sustos e mais um estudo sobre obsessão, peste e solidão.
Estreia e legado
Lançado em 7 de fevereiro de 1979, o filme dividiu público e crítica na época, mas envelheceu como obra de referência. Foi indicado à Palma de Ouro em Cannes pelo melhor diretor e ajudou a redefinir o vampiro cinematográfico: nada de sedução vampiresa, e sim uma criatura cadavérica, quase imóvel, interpretada com precisão cirúrgica por Klaus Kinski.
Hoje é citado como influência direta por cineastas como E. Elias Merhige (Sombras da Noite), Robert Eggers (que refilmou Nosferatu em 2024) e até por certas escolhas visuais de Francis Ford Coppola em Drácula de Bram Stoker. Continua em circulação em mostras de cinema, edições restauradas e streamings especializados, e é tratado como peça obrigatória na história do terror autoral.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a interpretação de Klaus Kinski é o grande trunfo. Drácula aparece pouco, mas cada aparição pesa. Os olhos fundos, os dedos em garra e a postura de roedor deixam uma marca visual difícil de esquecer. A fotografia expressionista de Jörg Schmidt-Reitwein ajuda demais nesse efeito.
Ponto fraco: o ritmo é lento, quase contemplativo, e quem espera um terror de sustos pode se frustrar. Algumas cenas simbólicas, como a procissão de ratos, funcionam mais como imagem onírica do que como tensão narrativa.
No fim, é um filme para quem trata cinema como experiência estética, não como adrenalina barata.
Curiosidades de bastidores
- Herzog comprou mil ratos vivos para a cena da procissão e declarou que ninguém foi mordido, o que ele mesmo admitiu ser mentira
- Isabelle Adjani contracenou com pelo menos mil ratos sem nenhum dublê, em uma das cenas mais marcantes do filme
- Klaus Kinski odiava trabalhar com Herzog, e a relação explosiva dos dois foi parar no documentário Meu melhor inimigo, de 1999
Perguntas frequentes
Nosferatu - O Vampiro da Noite tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma contemplativa, sem teasers ou cenas extras após os créditos.
É muito diferente do Nosferatu original de 1922?
Sim. Mantém o nome do vampiro e a estrutura básica, mas Herzog troca o expressionismoExpressionismoExpressionismoExpressionismExpressionismus expressionista puro por filmagens em locações reais na Holanda, Alemanha e Romênia, dando um ar mais documental à história.
Onde assistir Nosferatu - O Vampiro da Noite online?
O título aparece em catálogos de streamings especializados em cinema de autor e em mostras presenciais, como retrospectivas de Werner Herzog e mostras de terror clássico.
Pra quem é este filme:
- Fãs de terror de atmosfera, acostumados com Tarkovsky, Dreyer e Bergman
- Admiradores da parceria entre Werner Herzog e Klaus Kinski, vista também em Fitzcarraldo
- Leitores de ensaios sobre cinema expressionista alemão e história do vampirismo na cultura pop
Título original: Nosferatu - Phantom der Nacht
País de origem: Alemanha
Data do lançamento: 07/02/1979
Distribuidora: Zeta Filmes
Diretor: Werner Herzog
Principais atores: