Veja o trailer do filme Nada em Comum
Nada em Comum
Sobre o que é Nada em Comum
David Basner (Tom Hanks) transformou um comportamento infantil em carreira: ele trabalha numa agência de publicidade em Chicago, onde ganha muito bem exatamente por pensar como uma criança. Solteiro convicto, troca de mulher como quem troca de camisa e mal fala com os pais.
A vida confortável desmorona quando Max e Lily Basner anunciam que vão se separar depois de décadas juntos. David vira o único ponto de apoio da família e percebe que cuidar de pai e mãe ao mesmo tempo é mais difícil do que fechar qualquer campanha publicitária.
É um filme sobre responsabilidade tardia, sobre crescer de verdade quando os pais começam a envelhecer, embalado como comédia dramática com pitadas de romance.
Estreia, carreira e legado
Lançado em 1986 nos Estados Unidos, Nada em Comum chegou ao Brasil pela Columbia Pictures e se tornou um divisor de águas para Tom Hanks. Foi nesse papel que ele começou a ser visto como ator dramático de verdade, abrindo caminho para a consagração em Forrest Gump: O Contador de Histórias.
Eva Marie Saint recebeu indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, e a dupla com Jackie Gleason arrancou algumas das cenas mais tocantes do cinema americano dos anos 80. Não foi um estouro de bilheteria, mas envelhece bem como retrato de uma geração que precisava amadurecer à força.
Hoje é lembrado como um clássico cult do Hanks pré-stardom e um dos trabalhos mais humanos do diretor Garry Marshall, antes de ele ficar conhecido por comédias românticas como O maior amor do mundo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Tom Hanks, Jackie Gleason e Eva Marie Saint eleva qualquer cena. As refeições em família, as ligações desesperadas e o choro contido do personagem do Hanks são pequenas aulas de interpretação.
O roteiro não força o melodrama e deixa o humor nascer do cotidiano, não de piadas forçadas. O arco do pai de Gleason, que esconde coisas do filho após perder o emprego, é especialmente doloroso e verdadeiro.
Ponto fraco: algumas situações soam datadas, principalmente a maneira como David trata as mulheres ao redor. A montagem peca pelo excesso de cortes rápidos no segundo ato, o que tira peso de momentos que pediam mais silêncio.
A trilha sonora também aposta em canções pop óbvias demais, o que tira um pouco do sabor nostálgico. Nada que comprometa o filme, mas fica claro que é um produto dos anos 80.
Curiosidades de bastidores
- Foi a primeira parceria entre Garry Marshall e Tom Hanks, que se repetiria em Quero Ser Grande no ano seguinte.
- Eva Marie Saint quase recusou o papel porque achava que já estava longe demais das telas, mas aceitou pelo roteiro.
- Grande parte das cenas com Jackie Gleason foi improvisada em cima de um esboço, o que dá ao filme um tom de conversa real.
Perguntas frequentes
Nada em Comum é baseado em alguma história real?
Não. O roteiro é original de Rick Podell e Michael Preminger, inspirado em experiências pessoais do próprio Podell com a separação dos pais.
Qual é a duração de Nada em Comum?
São 90 minutos, bem compactos para os padrões da comédia dramática americana da época.
Nada em Comum tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma definitiva, sem gancho extra depois dos créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Tom Hanks que querem conhecer o trabalho dele antes de ganhar o primeiro Oscar, em Quero Ser Grande e Forrest Gump.
- Quem gosta de dramas familiares com humor, estilo que virou marca do diretor Garry Marshall.
- Admiradores de Jackie Gleason e Eva Marie Saint que curtem performances clássicas, sem pirotecnia digital.
Título original: Operation Splitsville
País de origem: EUA
Data do lançamento: 31/12/1999
Distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
Diretor: Garry Marshall
Principais atores: