Veja o trailer do filme Missão: Marte

Missão: Marte

Sobre o que é Missão: Marte

Em Missão: Marte, a primeira tripulação que pousa no planeta vermelho desaparece em circunstâncias misteriosas. Pouco depois, uma missão de resgate parte da Terra para tentar descobrir o que houve e trazer sobreviventes de volta.

Logo nos primeiros minutos, o longa deixa claro que não é um filme de ação espacial barulhenta. O roteiro prefere contemplar o silêncio, o vazio e a solidão dos astronautas, conduzido pela direção de Brian De Palma.

A premissa mistura investigação, sobrevivência e uma pitada de drama familiar, com direito a flashbacks de um casal em terra que precisa lidar com a perda antes mesmo de qualquer confirmação oficial.

É uma ficção científica de escala modesta, interessada mais nas perguntas do que nas explosões.

Linha do tempo e legado

Missão: Marte chegou aos cinemas em 31 de dezembro de 2000, numa estratégia de fim de ano que não funcionou: a bilheteria ficou bem aquém do orçamento de cerca de 100 milhões de dólares.

A crítica da época foi dura, acusando o filme de piegas e melodramático no terceiro ato. Ainda assim, a obra acumulou um fandom de nicho, justamente por fugir do modelo blockbuster.

Hoje, é lembrado como uma curiosidade na carreira de De Palma, entre Scarface e Os Intocáveis, e como retrato de um cinema espacial pré-Marte (curiosamente) e pré-2001: Uma Odisseia no Espaço revisitada.

Não ganhou Oscar nem prêmio técnico relevante, mas concorreu ao Framboesa de Ouro, marca registrada dos títulos odiados com carinho.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a reconstituição da NASA e os efeitos visuais da viagem e da superfície marciana envelheceram com dignidade, e a sequência final entrega um dos momentos mais bonitos do sci-fi dos anos 2000.

Ponto alto: o elenco principal é competente, com Gary Sinise e Tim Robbins carregando o peso emocional da trama sem apelar para o melodrama fácil.

Ponto fraco: o segundo ato é arrastado, com diálogos expositivos que tentam demais soar profundos e acabam soando óbvios.

Ponto fraco: o desfecho divide: quem curte o lado contemplativo acha comovente, quem espera reviravolta sente que o filme escapou pela tangente mística.

Curiosidades de bastidores

  • Brian De Palma só aceitou dirigir depois que a Disney concordou em construir cenários físicos da NASA e da superfície marciana em vez de usar apenas tela verde
  • O roteiro passou por várias reescritas, e o tom místico do final foi bastante contestado internamente antes da aprovação
  • O filme foi um dos primeiros longas a usar renderização digital avançada para os exteriores do planeta, influenciado por fotos da sonda Mars Pathfinder

Perguntas frequentes sobre Missão: Marte

Missão: Marte tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina com uma resolução fechada antes dos créditos finais, sem gancho ou cena extra.

Missão: Marte é baseado em fatos reais?

Não. A história é ficção, embora utilize conceitos reais da NASA e da exploração espacial da época, como as missões de reconhecimento a Marte.

Missão: Marte vale a pena assistir hoje?

Depende do gosto. É um sci-fi lento, emotivo e com final místico, indicado para quem curte o estilo contemplativo e não espera ação constante.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica contemplativa, estilo Contato (1997) e Ad Astra, que preferem perguntas grandes a explosões
  • Admiradores da carreira de Brian De Palma interessados em ver o diretor experimentando fora da sua zona de thriller
  • Quem gosta de dramas com elenco adulto e conflitos emocionais, no estilo de Um Sonho de Liberdade e Forrest Gump: O Contador de Histórias