Veja o trailer do filme Meu Malvado Favorito 2
O vilão que virou pai agora é espião
Gru já não rouba a Lua. Em Meu Malvado Favorito 2, ele troca os planos malignos por mamadeiras, jantares com as filhas e uma rotina doméstica caótica. A vida muda quando a Liga Anti-Vilões (AVL) o recruta para investigar o roubo de uma fórmula perigosa chamada PX41.
Ao lado da agente Lucy, o ex-vilão parte numa missão que mistura ação, espionagem pastelão e, inevitavelmente, problemas com as filhotas. Margo vive o primeiro amor, Edith quer briga e Agnes ainda pergunta quando vão ter um unicórnio de verdade.
A direção fica mais uma vez com Chris Renaud e Pierre Coffin, repetindo a fórmula que funcionou no primeiro Meu Malvado Favorito: coração mole, vilão caricato e Minions aprontando tudo.
Da estreia ao fenômeno pop
Meu Malvado Favorito 2 chegou aos cinemas brasileiros em 5 de julho de 2013, em cópias 2D e 3D, apostando pesado no público que tinha abraçado o primeiro filme três anos antes.
Deu certo. O longa emplacou bilheteria global de cerca de US$ 970 milhões, virou a animação de maior bilheteria de 2013 e ajudou a consolidar a Illumination como nova potência do mercado. Perdeu o Oscar de Melhor Canção Original (perdeu para "Let It Go", de Frozen), mas o sucesso comercial falava mais alto.
O legado imediato foi óbvio: os Minions ganharam filme próprio em 2015, Meu Malvado Favorito 3 veio em 2017 e os personagens viraram mascote obrigatória de fast-food, brinquedos e memes. Hoje é daqueles títulos que pais de crianças pequenas reassistem em loop todo fim de semana.
Vale o ingresso?
Ponto alto: os Minions. Eles continuam sendo o motor cômico do filme e aparecem com mais tempo de tela aqui do que no original. As cenas de laboratório e a sequência do El Macho em sua forma "gigante" funcionam como playground de piadas físicas.
Ponto fraco: o roteiro aposta forte no déjà vu. O arco do vilão é genérico, a resolução do mistério do PX41 chega rápido demais e o romance central não tem o peso dramático que o filme finge ter. Para um público adulto, cansa no terço final.
No geral, cumpre bem o papel de animação familiar de sessão da tarde. É divertido, leve e inofensivo — exatamente o que promete.
Curiosidades dos bastidores
- Os Minions falam um idioma próprio chamado "Minionês" (ou Banana Language), inventado pelos diretores Chris Renaud e Pierre Coffin.
- A sequência de El Macho transformado em uma versão mutante gigante exigiu um dos processos mais longos de animação digital da Illumination na época.
- Antes de chegar aos cinemas, o roteiro original previa um vilão diferente — o personagem El Macho foi escrito depois, durante as reescritas de 2012.
Perguntas frequentes
Meu Malvado Favorito 2 tem cena pós-créditos?
Tem uma sequência curta durante os créditos finais com os Minions, mas não é uma cena pós-créditos tradicional. Pode esperar sentado se quiser.
É preciso ter assistido o primeiro filme?
Não é obrigatório, mas ajuda bastante. A relação de Gru com as filhas, com Dr. Nefário e com os Minions ganha muito mais peso com o contexto do primeiro Meu Malvado Favorito.
Qual é a classificação etária?
Classificação livre. A animação tem humor pastelão, algumas situações de "perigo estilizado" e zero conteúdo que justifique restrição.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédia pastelão: quem cresceu com O Lorax e curte humor físico exagerado vai se sentir em casa.
- Pais precisando de 98 minutos de paz: sessões de fim de semana com crianças pequenas de 4 a 10 anos rendem risadas e silêncio produtivo.
- Colecionadores da cultura Minion: quem tem pelúcia, camiseta e chaveiro dos Minions em casa e quer entender de onde veio esse fenômeno.
Título original: Despicable Me 2
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 05/07/2013
Distribuidora: PARAMOUNT PICTURES
Diretor: Chris Renaud, Pierre Coffin