Veja o trailer do filme Maverick
O que é Maverick
Maverick é um faroeste cômico de 1994 que pega a poeira do Velho Oeste e troca o tom solene por piadas rápidas, blefes de pôquer e uma viagem rio abaixo.
Dirigido por Richard Donner, o longa acompanha Bret Maverick, um jogador compulsivo interpretado por Mel Gibson, que precisa levantar três mil dólares para entrar em um jogo de pôquer milionário em uma barca no Mississipi.
O prêmio? Meio milhão de dólares. O problema? Ele está liso, e quase todo personagem da trama quer a vaga dele no torneio.
Para completar a conta, ele se une a Annabelle, uma ladra charmosa vivida por Jodie Foster, que tem interesses próprios na mesa. O que segue é uma mistura de aventura, comédia e suspense de blefe, embalada pela fotografia panorâmica de Vilmos Zsigmond e uma trilha que mistura country e pop.
Estreia e legado
Maverick chegou aos cinemas em maio de 1994, mesmo ano de Coração Valente (1995, mas em produção ao mesmo tempo), e faturou mais de 180 milhões de dólares no mundo — um resultado forte para um faroeste de humor em meio ao domínio dos blockbusters de ação.
Foi indicado ao Oscar de Melhor Roupa e consolidou a fase áurea de Mel Gibson como astro versátil, logo após O Silêncio dos Inocentes e antes de sua trinca de premiações com Braveheart.
Hoje é lembrado como um clássico cult dos anos 90, citado sempre que se discute faroeste desconstruído, e é o melhor argumento a favor de Richard Donner fora do universo de Superman e Os Goonies.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Mel Gibson e Jodie Foster é o motor do filme. Eles improvisam como se conhecessem há anos, trocando farpas e olhares enquanto blefam juntos — uma dupla que ninguém pediu e que funcionou.
O ritmo de Donner é ágil, as piadas sobre pôquer ainda funcionam em 2026 e a direção de arte capricha no visual de rio, vapor e cartas marcadas.
Ponto fraco: o terceiro ato se alonga na sequência do campeonato de pôquer, com mãos de poker explicadas em detalhes que cansam quem não joga.
O vilão de Alfred Molina também é mais carismático que ameaçador, o que tira tensão do clímax.
Curiosidades
- James Garner já tinha interpretado Bret Maverick na série de TV dos anos 1950-60 — aqui ele volta como Zane Cooper, um xerife com contas a acertar com o personagem que o tornou famoso.
- Danny Glover e Mel Gibson se reencontraram cinco anos depois de Coração Valente (1995) — aqui, longe das batalhas, eles dividem tela em tom de comédia.
- O campeonato de pôquer foi filmado em um set real construído sobre uma barca no Arizona, e as mãos finais foram coreografadas com consultores profissionais de poker para manter a lógica dos blefes.
Perguntas frequentes
Maverick é sequência ou reboot?
É um filme autônomo, mas funciona como continuação espiritual da série de TV dos anos 1950 estrelada por James Garner, que inclusive aparece no elenco.
Maverick tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina logo após a resolução do torneio de pôquer, sem teaser extra.
Maverick é baseado em alguma história real?
Não. O roteiro é uma adaptação livre do personagem criado por Roy Huggins para a televisão americana em 1957, com a trama centrada no mundo do pôquer profissional do Velho Oeste.
Pra quem é este filme:
- Fãs de faroeste cômico que curtem humor de alto risco e clima de saloon;
- Quem acompanha a filmografia de Mel Gibson e quer ver ele antes do lado épico-sério de Braveheart;
- Apreciadores de poker, blefes cinematográficos e duplas improváveis no centro da trama.
País de origem: EUA
Distribuidora: Warner Home Video (Brazil)
Diretor: Richard Donner
Principais atores: