Sobre o que é Madeline
Paris, anos 50. Num internato católico encravado em uma mansão coberta de trepadeiras, doze meninas vivem sob os cuidados rígidos da senhorita Clavell e da benevolente Lady Covington.
A vida no colégio muda quando Lady Covington morre e o marido, Lorde Covington, decide vender a propriedade. É aí que a pequena Madeline, papel de Hatty Jones, entra em ação com travessuras cada vez mais criativas para botar o plano abaixo.
O elenco adulto reúne a então pouco conhecida Frances McDormand como a senhorita Clavell e Nigel Hawthorne no papel do vilão Lorde Covington.
Quando estreou e por que ainda lembra
Madeline chegou aos cinemas em 1998, produzido pela TriStar e baseado nos livros infantis clássicos de Ludwig Bemelmans, publicados originalmente nos anos 1930.
A direção é de Daisy Von Scherler Mayer, em seu primeiro trabalho para o cinema mainstream depois do cult Party Girl (1995).
O longa rendeu à Hatty Jones o prêmio Young Artist de Melhor Atriz Jovem e se mantém como uma das adaptações mais queridas do catálogo de literatura infantil nas locadoras e streamings.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a fotografia em locações reais de Paris transforma a cidade em quase uma terceira protagonista. Os cenários do internato, da ponte sobre o Sena e do bairro de Saint-Germain foram pensados para evocar os desenhos originais de Bemelmans.
Ponto alto: Hatty Jones carrega o filme nas costas com uma naturalidade fora do comum para uma atriz mirim. É fácil torcer por ela mesmo em adultos desacostumados a filmes de família.
Ponto fraco: o ritmo é dos mais pacientes. Quem procura emoção na velocidade de animações tipo O bom dinossauro ou Isle of Dogs pode achar o andamento sonolento.
Ponto fraco: a direção de Daisy Von Scherler Mayer acerta mais no carisma do que no conflito, e o arco do Lorde Covington resolve rápido demais. Para um público acostumado a Moonrise Kingdom, a tensão dramática fica aquém.
Bastidores e curiosidades
- Hatty Jones foi escolhida entre mais de 200 candidatas, depois que a produção viu cerca de 1.500 fitas de audição enviadas do Reino Unido e da Irlanda.
- As cenas do internato foram gravadas em um prédio histórico da rua Monsieur, no 7º arrondissement de Paris, e não em estúdio.
- Stéphane Audran, a Lady Covington, era musa de Claude Chabrol e uma das atrizes mais respeitadas do cinema francês da nouvelle vague.
Perguntas frequentes
Madeline (1998) é baseado em livro?
Sim. O roteiro é uma adaptação livre dos livros infantis escritos e ilustrados por Ludwig Bemelmans a partir de 1939, com a primeira história publicada pela Viking Press.
Qual a classificação etária e tem cenas pesadas?
A classificação é livre em quase todos os mercados ocidentais. O sequestro de Pepito é tenso, mas tratado com leveza, sem violência explícita nem sustos reais.
Tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais rolam após a resolução direta da trama, sem teasers nem clipe extra.
Frances McDormand é a vilã do filme?
Não. Ela interpreta a senhorita Clavell, a administradora rígida mas amorosa do internato. A vilã do arco é Lorde Covington, interpretado por Nigel Hawthorne.
Pra quem é este filme:
- Fãs de literatura infantil clássica, colecionadores de livros de Ludwig Bemelmans e pais que cresceram lendo os títulos da coleção Madeline.
- Amantes de Paris no cinema, que curtem ver locações reais da margem esquerda do Sena e do Jardim de Luxemburgo em produções fora do circuito adulto.
- Espectadores que buscam uma comédia leve para sessão de domingo à tarde, sem humor ácido nem reviravoltas, só travessuras à moda antiga.