Veja o trailer do filme Love

Love

O que é Love, o filme norueguês que mexe com suas certezas

Love é um drama norueguês adulto, escrito e dirigido por Dag Johan Haugerud. O roteiro coloca duas pessoas comuns diante de uma pergunta nada simples: dá para viver só de sexo casual sem perder a humanidade?

Marianne é uma médica pragmática, divorciada, avessa a envolvimentos. Tor é um enfermeiro solitário que busca intimidade rápida com homens em balsas e aplicativos. O ponto de virada é simples: depois de um encontro às cegas, eles se reencontram numa travessia de barco, e a conversa que nasce ali muda o que cada um acha que sabe sobre afeto.

A obra abre a trilogia Sex Dreams Love de Haugerud, que continua com Sex e Dreams. A aposta aqui é menos em plot twists e mais em escuta. Quem procura pelo Irreversível de Gaspar Noé pode estranhar: aqui não há estilização visual agressiva nem provocação como fim em si.

Estreia, Oscar e por que Love virou conversa obrigatória em 2025

Love chega aos cinemas brasileiros em 2 de abril de 2025, distribuído pela Imovision, com classificação 14 anos e duração de 119 minutos.

O longa foi o escolhido para representar a Noruega na disputa pelo Oscar 2026 de Melhor Filme Internacional, depois de brilhar em Berlim e em festivais europeus. É também um dos títulos noruegueses mais comentados do ano, com debates em publicações como Sight & Sound, IndieWire e The Guardian sobre como tratar desejo e solidão sem moralismo.

Para o público brasileiro, é a chance rara de ver na tela grande um drama europeu contemporâneo que não cai no didatismo nem na caricatura. Love é lembrado justamente por subverter a fórmula do romance indie e tratar sexo com a naturalidade de uma conversa entre adultos no bar.

Vale o ingresso? O que funciona e o que irrita em Love

Ponto alto: o roteiro de Haugerud escreve diálogos adultos sobre desejo, viúvez e solidão sem soar panfletário. As cenas de sexo são explícitas, sim, mas integradas à conversa, não gratuitas.

Ponto alto: as atuações de Andrea Bræin Hovig como Marianne e Tayo Cittadella Jacobsen como Marianne jovem sustentam o filme inteiro. A direção de atores é precisa, sem afetação.

Ponto fraco: quem busca estrutura clássica de três atos, reviravoltas ou clímax vai achar o ritmo arrastado. O filme é deliberadamente comportado, e isso pode soar frio para plateias acostumadas a Demônio de neon ou Animais Noturnos.

Ponto fraco: o segundo capítulo da trilogia, Sex, divide opiniões. Quem entra em Love esperando mais do mesmo pode se decepcionar ao descobrir que cada filme tem identidade própria.

3 fatos rápidos sobre os bastidores de Love

  • Love é o primeiro capítulo da trilogia Sex Dreams Love, de Dag Johan Haugerud, seguida por Sex (2024) e Dreams (2025).
  • O longa foi selecionado para representar a Noruega no Oscar 2026 de Melhor Filme Internacional.
  • A Imovision, distribuidora brasileira, é a mesma que trouxe ao país obras autorais europeias e asiáticas com pouco espaço no circuito comercial.

Perguntas frequentes sobre Love

Love, o filme norueguês, vale a pena? Sim, especialmente para quem gosta de drama adulto europeu. O longa trata sexo e solidão com franqueza, sem moralismo nem estilização gratuita. Quem espera romance tradicional pode estranhar o ritmo.

Qual é a classificação de Love nos cinemas? Love tem classificação 14 anos no Brasil. A obra tem cenas de sexo explícito e nudez, mas sempre a serviço do roteiro.

Love tem cena pós-créditos? Não. O filme termina de forma fechada, dentro do tom de conversa íntima da narrativa. Não há sequência extra antes ou depois dos créditos finais.

Pra quem é este filme:

  • Quem curte cinema europeu contemporâneo, dramas escandinavos e premissas filosóficas em vez de plot twists.
  • Interessados em sexualidade adulta tratada sem moralismo, com nudez e sexo explícito integrados ao roteiro.
  • Fãs de Dag Johan Haugerud, da trilogia Sex Dreams Love e do circuito de festivais como Berlim, Veneza e Toronto.


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