Sobre o que é La Luna
La Luna é um drama de 1979 dirigido por Bernardo Bertolucci, construído a partir de uma memória de infância do próprio cineasta: o rosto da mãe se confundindo com a lua cheia durante um passeio de bicicleta.
A premissa autobiográfica serve de motor para uma história de afeto, dependência e ausência paterna. Caterina, uma cantora de ópera, fica viúva e parte com o filho Joe em uma espécie de jornada de reparação.
A mãe se agarra à figura de um antigo professor de canto como substituto do marido morto. O adolescente, por sua vez, inicia um despertar sexual que o aproxima da própria mãe de forma cada vez mais explícita.
Estreia e legado
La Luna chegou aos cinemas em 1979, pouco depois de Último Tango em Paris, também de Bertolucci. Foi exibido no Festival de Veneza daquele ano, dividindo público e crítica.
A reação da crítica europeia foi morna na época, mas a obra atravessou décadas como um caso curioso de cinema autobiográfico radical. Polêmicas à parte, o longa ajudou a consolidar o interesse internacional pela filmografia do diretor italiano.
Hoje é lembrado como um daqueles títulos de Bertolucci que mistura poesia, psicanálise e escândalo, dividindo espaço com obras como Os Sonhadores e Rocco e seus Irmãos no catálogo do cineasta.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de Bertolucci transforma uma memória íntima em imagens potentes, com a fotografia de Vittorio Storaro explorando tons noturnos e o tema da lua de forma simbólica.
As atuações de Jill Clayburgh e do então estreante Matthew Barry sustentam o peso emocional da história com intensidade.
Ponto fraco: o ritmo é lento e o roteiro assume tons confessionais que podem soar autoindulgentes para quem não embarca na proposta.
A relação entre mãe e filho é explicitada de forma que beira o choque, o que distancia parte do público e limita a recomendação.
Curiosidades
- O roteiro nasceu de uma memória real de Bertolucci: ele lembrava de confundir, ainda criança, o rosto da mãe com a lua cheia durante um passeio de bicicleta.
- A fotografia é assinada por Vittorio Storaro, colaborador frequente de Bertolucci e de Diário de uma Paixão.
- O filme enfrentou censura em diversos países justamente pela relação explícita entre mãe e filho, apesar de nunca ser mostrada de forma gráfica completa.
Perguntas frequentes
La Luna (1979) é um filme de terror?
Não. É um drama psicológico autobiográfico de Bernardo Bertolucci, sem elementos de horror.
Qual é a classificação etária de La Luna?
O filme é recomendado para maiores de 12 anos, mas o conteúdo adulto fez com que fosse restrito em vários países.
La Luna tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa se encerra dentro do padrão convencional de cinema dos anos 1970, sem sequência após os créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs do cinema europeu autoral e da filmografia de Bernardo Bertolucci, especialmente quem já viu Último Tango em Paris e Os Sonhadores.
- Interessados em drama psicológico e narrativas autobiográficas sobre relações familiares disfuncionais.
- Estudiosos de cinema que comparam a estética de Bertolucci com outros títulos do cinema italiano dos anos 1970.
Título original: La Luna
País de origem: EUA
Data do lançamento: 31/12/1979
Distribuidora: DISNEY / BUENA VISTA
Diretor: Bernardo Bertolucci, Enrico Casarosa
Principais atores: