Justiça

O que é Justiça

Justiça é um documentário observacional gravado dentro de um Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A câmera fica. Os personagens também.

Sem narração em off e sem trilha musical, a diretora Maria Augusta Ramos registra o trabalho de juízes, promotores, defensores públicos e servidores, ao mesmo tempo em que dá voz a quem está ali só de passagem: as partes, os réus, as testemunhas.

O resultado é um retrato seco, direto e humano da máquina que tenta (e por vezes não consegue) resolver conflitos reais.

Lançamento e legado

Lançado em 2007, Justiça consolidou Maria Augusta Ramos como uma das vozes mais respeitadas do documentário brasileiro contemporâneo. O filme circulou por festivais internacionais e foi exibido em mostras dedicadas ao cinema de não ficção na Europa.

Passados quase vinte anos, a obra segue citada em artigos acadêmicos de direito, jornalismo e ciências sociais. É referência obrigatória quando se discute representação do Estado na tela e gehört ao mesmo universo de Juízo (2008) e O Processo (2018).

Vale o ingresso?

Ponto alto: a paciência da diretora transforma um lugar burocrático em um espaço de pequenas tragédias cotidianas. Há cenas que ficam na memória.

Ponto fraco: o ritmo é lento, sem concessões. Quem busca entretenimento rápido vai se frustrar.

Justiça não é um filme para relaxar — é um filme para entender.

Curiosidades

  • Maria Augusta Ramos obteve autorização para filmar dentro do tribunal, algo raro no Brasil, durante meses.
  • O filme é frequentemente citado em paralelo a Futuro Junho (2016) e Morro dos Prazeres (2013), outras obras da diretora sobre cotidiano e poder.
  • Justiça foi restaurado digitalmente nos anos 2020, o que viabilizou novas exibições em mostras retrospectivas.

Perguntas frequentes

Justiça (2007) está disponível em streaming?

O documentário circula em catálogos de streaming brasileiros de forma intermitente, além de mostras universitárias e cineclubes.

Justiça tem cena pós-créditos?

Não. Como obra de não ficção sem artifícios narrativos, o filme termina junto com a última cena.

Quem dirige Justiça?

A direção é de Maria Augusta Ramos, cineasta conhecida por O Processo e Seca.

Pra quem é este filme:

  • Interessados em políticas públicas e funcionamento do Estado brasileiro. O documentário mostra, sem didatismo, como decisões judiciais afetam vidas reais.
  • Estudantes e profissionais de Direito. O filme é usado em cursos por desmascarar romantizações sobre a profissão.
  • Fãs de cinema observacional. Quem curte Frederick Wiseman ou Brasília, Um Dia em Fevereiro (1996) vai se sentir em casa.

País de origem: Brasil

Diretor: Maria Augusta Ramos