Sobre o que é Josey Wales, o Fora-da-Lei
Missouri, 1865. A Guerra Civil americana chega ao fim, mas a violência não dá trégua. Josey Wales é um fazendeiro pacato que assiste à família ser massacrada por um bando de irregulares aliados ao Exército da União.
Sem nada a perder, ele pega em armas e entra para um grupo de guerrilheiros Confederados. Quando o grupo é traído e quase todos morrem, Wales parte sozinho para o Oeste, caçado por pistoleiros e pela lei.
No caminho, recolhe um grupo improvável de excluídos: uma viúva, uma índia cherokee, um velhinho vaidoso, um soldado ferido e um mordomo fugido. O que era uma caçada por vingança vira outra coisa — uma tentativa de reconstruir algo parecido com lar em meio ao caos do pós-guerra.
Quando estreou e por que ainda é lembrado
Josey Wales, o Fora-da-Lei chegou aos cinemas americanos em 1976 e entrou direto na lista dos grandes faroestes revisionistas. Não levou Oscar, mas ajudou a redefinir o faroeste na era pós-Vietnã, com um protagonista anti-herói e a guerra vista pelo lado dos derrotados.
Clint Eastwood era uma estrela consolidada dos westerns italianos de Sergio Leone. Este foi o filme em que ele assumiu o controle total: dirigiu e estrelou, mudou radicalmente o roteiro final e impôs seu ritmo.
Hoje, é lembrado como uma das peças-chave do drama de fronteira e como trampolim para a carreira de diretor de Eastwood. Aparece em listas de melhores faroestes ao lado de Três Homens em Conflito e influenciou filmes como Rambo - Programado Para Matar.
Culturalmente, virou referência para vilões, anti-heróis e contos de vingança silenciosa. O próprio Eastwood reprisou a pegada solitária em Sniper Americano e em Sully - O Héroi do Rio Hudson.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Eastwood em estado de graça. O olhar do ator, econômico e sem efeito, carrega a cena mais do que qualquer diálogo. A direção também é precisa: ele sabe exatamente quando acelerar um duelo e quando deixar uma troca de olhares respirar.
As paisagens no Monument Valley dão escala e solidão ao protagonista. A cena em que ele conhece o grupo que vai virar sua nova família tem humor seco raro em faroestes.
Ponto fraco: O segundo ato perde fôlego. Algumas sequências de viagem alongam a narrativa além do necessário, e o vilão interpretado por Bill McKinney poderia ter mais presença na tela.
Quem busca ação constante pode achar o ritmo lento. Quem curte drama de personagem vai sair satisfeito.
Curiosidades dos bastidores
- Originalmente, o diretor seria Philip Kaufman, mas Eastwood discordou do roteiro e assumiu a direção após uma tensão criativa nos bastidores
- O ator Will Sampson, que interpreta Ten Bears, era um artista cheyenne famoso pelo papel de chefe Bromden em À Espera de um Milagre
- Richard Farnsworth, que faz o velho viajante, era dublê e ator de gênero; foi indicado ao Oscar por Straight Story de David Lynch anos depois
Perguntas frequentes
Josey Wales, o Fora-da-Lei é baseado em fatos reais?
É baseado no romance homônimo de Forrest Carter, publicado em 1973. O autor afirmava que a história tinha origem em relatos orais, mas a obra é controversa por causa de seu passado ligado a ideais racistas.
Qual a classificação etária do filme?
A classificação indicativa é 14 anos por causa de violência intensa, execuções e temas da Guerra Civil.
Josey Wales tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a música-tema e os créditos rolam em seguida, sem surpresa extra.
Qual a duração do filme?
São 135 minutos, no padrão 2h15. É um filme longo, mas com ritmo controlado.
Pra quem é este filme:
- Fãs de faroestes revisionistas e spaghetti westerns, especialmente obras de Sergio Leone
- Quem gosta de dramas de vingança com protagonista silencioso e moral cinzenta
- Admiradores da carreira de Clint Eastwood antes de sua fase de diretor pleno
Título original: The Outlaw Josey Wales
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 01/05/1976
Distribuidora: Sem Distribuidor
Diretor: Clint Eastwood
Principais atores: