O Filme
Ivone é prostituta, controla a rua onde trabalha e divide o quarto do bordel com o filho pequeno, Nelsinho. A convivência forçada com o submundo molda o menino, que não aguenta mais aquela rotina.
Quando Nelsinho foge com amigos e ingressa no crime, a mãe inicia uma busca que mistura desespero, culpa e violência.
O longa se assume como drama popular com forte carga de exploração, típico do cinemaploitation brasileiro dos anos 80. A história usa o universo do meretrício para costurar um melodrama maternal que não economiza nudez nem trucagem barata.
A direção é de Francisco Cavalcanti, cineasta prolifico do período, que também assina o roteiro e atua no elenco.
Estreia e Legado
Ivone, A Rainha do Pecado chegou aos cinemas brasileiros em 16 de janeiro de 1984, no meio da safra mais polêmica e lucrativa do cinema nacional.
O filme se insere na mesma onda de produções que inclui O Cafetão (1983) e Tudo na Cama (1983), obras que apostavam em nudez, erotismo e melodrama para lotar salas periféricas.
Mesmo sem projeção em festivais, o título entrou para o imaginário do público que consumia as fitas em sessões duplas e nos circuitos de vídeo cassete. Hoje, é citado em estudos sobre o cinema de bordel e em levantamentos do romance explícito produzido no país durante a abertura política.
Não recebeu prêmios relevantes, mas ajudou a consolidar a carreira de Dalma Ribas e Zilda Mayo como atrizes recorrentes do gênero.
Vale o Ingresso?
Ponto alto: o núcleo dramático entre mãe e filho funciona como motor genuíno da narrativa, e as cenas de rua reconstroem com crueza o cotidiano de um bordel carioca dos anos 80.
Ponto fraco: a montagem é preguiçosa, com cortes que se alongam em cenas de nudez gratuita, e o roteiro de Francisco Cavalcanti tropeça em moralismos baratos que quebram o tom proposto.
O filme é irregular, mas tem valor de documento histórico. Para quem curte a filmografia do diretor, vale a sessão; para o espectador casual, pode soar datado e desinteressante.
Curiosidades
- O filme entrou em cartaz em janeiro de 1984, mesma safra de Padre Pedro e a Revolta das Crianças, outro título do circuito popular da época.
- Francisco Cavalcanti dirigiu, roteirizou e atuou no próprio filme, padrão comum em produções de baixo orçamento do cinemaploitation.
- A produção dialoga diretamente com títulos posteriores como Sexo em Fúria (1985) e As Safadas, que seguiram a mesma cartilha de bordel e melodrama.
Perguntas Frequentes
Ivone, A Rainha do Pecado é baseado em fatos reais? Não. A história é ficcional, embora dialogue com o imaginário do cinema de bordel brasileiro dos anos 80, ao lado de O Cafetão e O Preço da Fama.
Quem dirige Ivone, A Rainha do Pecado? A direção, o roteiro e parte do elenco são de Francisco Cavalcanti, cineasta prolifico do cinema de exploitation nacional.
Qual a duração do filme? São 95 minutos, no padrão das fitas de gênero que circulavam em sessões duplas dos cinemas populares.
Pra quem é este filme:
- Curiosos do cinemaploitation brasileiro e da filmografia de Francisco Cavalcanti
- Pesquisadores da história do cinema de bordel nos anos 80, junto de obras como A Dama do Sexo e O Filho da Prostituta
- Fãs de Dalma Ribas e Zilda Mayo que querem mapear os papéis mais radicais das atrizes
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 16/01/1984
Diretor: Francisco Cavalcanti
Principais atores: