Veja o trailer do filme Histórias de amor
Jesse volta à faculdade e se perde no tempo
Jesse Fisher é um professor universitário de 35 anos que, na verdade, finge ter a vida adulta sob controle. Quando recebe o convite para a festa de aposentadoria do professor Peter Hedges, ele volta ao campus onde estudou.
É nesse retorno que a ficha cai: ele não pertence mais àquele lugar, mas também não pertence a lugar nenhum. Em meio a corredores que parecem congelados no tempo, ele conhece Zibby, uma estudante de 19 anos com quem começa uma correspondência e, depois, um envolvimento inesperado.
Entre cartas, livros e longos telefonemas, os dois constroem uma conexão que ignora a diferença de idade, até a realidade cobrar a conta.
Um indie que demorou para chegar ao Brasil
Histórias de Amor é o segundo longa escrito e dirigido por Josh Radnor, lançado originalmente em 2012 nos Estados Unidos. Chegou ao circuito comercial americano com口碑 positivo em festivais como Sundance e Torino, mas passou quase cinco anos engavetado até estrear nos cinemas brasileiros em 23 de agosto de 2017, distribuído pela California Filmes.
É o tipo de filme que vive de boca em boca, não de blockbuster. Hoje é lembrado como uma das interpretações mais subestimadas de Elizabeth Olsen antes da Marvel, mostrando que a atriz tinha talento para dramas intimistas — diferente do que se veria depois em Capitão América 2 e Vingadores: Guerra Infinita.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o roteiro é delicado, inteligente e trata solidão, envelhecimento e amadurecimento sem melodrama. As cenas entre Jesse e Zibby têm uma química que não grita, mas sussurra. Richard Jenkins brilha em uma participação curta que rouba o filme.
Ponto fraco: o ritmo é lento de verdade — não confundir com contemplativo. Quem busca plot twists ou reviravoltas vai achar arrastado. O terceiro ato resolve rápido demais e deixa pontas soltas.
Curiosidades de bastidores
- O roteiro foi escrito por Josh Radnor em pouco mais de um ano, com inspiração na própria experiência dele como ex-aluno de uma universidade liberal arts em Ohio.
- Elizabeth Olsen fez o teste para Zibby ao mesmo tempo em que testava para a Feiticeira Escarlate — e quase recusou o papel indie por medo de ficar sobrecarregada.
- Zac Efron aparece em uma ponta como um estudante autoconfiante e despreocupado, o oposto exato de Jesse. É uma das participações mais inesperadas do filme.
Perguntas frequentes
Histórias de Amor é sequência de alguma outra produção? Não. É um longa original escrito e dirigido por Josh Radnor, sem ligação com outras franquias.
Histórias de Amor é o mesmo filme que Liberal Arts? Sim. Liberal Arts é o título original em inglês; no Brasil recebeu o título de Histórias de Amor para a distribuição em 2017.
Histórias de Amor tem cena pós-créditos? Não. O filme termina com uma resolução clássica e não traz cenas extras durante ou depois dos créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas indie americanos no estilo de A Forma da Água ou Deixe-me Entrar, que valorizam clima e elenco a grandes explosões.
- Quem acompanhou Elizabeth Olsen antes da Marvel e quer ver a atriz em um papel dramático à moda antiga.
- Público que gosta de romances reflexivos como Comer, Rezar, Amar, focado em jornada interna e não em final feliz óbvio.
Título original: Liberal Arts
País de origem: EUA
Data do lançamento: 23/08/2017
Distribuidora: California Filmes
Diretor: Josh Radnor
Principais atores: