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A forma da água

A forma da água

16 Drama Fantasia Romance Duração: 2h 1min

O filme

Baltimore, 1962. A Guerra Fria define o clima político e social dos Estados Unidos. Em um laboratório secreto do governo, a faxineira Elisa Esposito (Sally Hawkins) leva uma vida silenciosa e solitária — literalmente muda, ela se comunica por sinais e expressões.

Quando uma estranha criatura aquática é trazida para o local, Elisa descobre no monstro algo que nunca encontrou nas pessoas à sua volta: uma escuta genuína. A partir daí, nasce uma história de amor improvável, conduzida com a sensibilidade de quem enxerga a solidão como matéria-prima de afeto.

O diretor Guillermo del Toro mistura drama, fantasia e romance em um conto de fadas adulto, sensual e político, com forte inspiração em O Monstro do Pântano, O Homem-Peixe e nos melodramas clássicos de James Whale.

Estreia e legado

A Forma da Água chegou aos cinemas brasileiros em 1º de fevereiro de 2018, após conquistar o Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2017, o prêmio máximo do evento italiano.

Na temporada de premiações, o longa arrebatou quatro Oscars em 2018: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora, firmada por Alexandre Desplat. Foi também apontado como um dos grandes filmes da década por diversas listas internacionais.

Hoje, é referência obrigatória quando se fala em romance fantástico no cinema, ao lado de títulos como O Labirinto do Fauno e Deixe-me Entrar. A criatura Amphibian Man, interpretada por Doug Jones, virou ícone visual imediato.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de del Toro transforma um amor entre uma mulher muda e um monstro em algo comovente sem soar cafona. A cinematografia, o uso da cor verde-água e a trilha sonora constroem uma atmosfera hipnótica.

Outro mérito: a silenciosa Sally Hawkins conduz o filme quase sem falas, com trabalho minucioso de expressão corporal. O elenco de apoio — Octavia Spencer, Richard Jenkins e Michael Shannon como o vilão — dá sustentação e camadas políticas ao conto.

Ponto fraco: o ritmo é lento e contemplativo, com cenas longas. Quem busca ação, terror explícito ou tensão tradicional pode sentir o andamento arrastado.

Para ficar de olho: há cenas de nudez, sexo explícito e violência. A classificação de 16 anos não é mera formalidade.

Curiosidades

  • Guillermo del Toro citou como inspirações diretas O Monstro do Pântano, O Homem-Peixe (versão de 1954) e os filmes de James Whale, como A Noiva de Frankenstein.
  • Sally Hawkins aprendeu língua de sinais americana e se comunicou com Doug Jones em um idioma próprio durante as filmagens, sem falar.
  • A trilha de Alexandre Desplat inclui assobios temáticos, pensados para remeter ao universo aquático da criatura.

Perguntas frequentes

A Forma da Água tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma fechada, com resolução clara da história. Quem pretende sair antes do final só perde o desfecho.

A Forma da Água é baseado em fatos reais?

Não. É uma obra de ficção original escrita por Guillermo del Toro e Vanessa Taylor, ambientada no contexto histórico da Guerra Fria, mas sem personagens ou eventos reais como base.

Quantos Oscars A Forma da Água ganhou?

Foram quatro estatuetas no total: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora, na cerimônia de 2018.

Qual a classificação etária do filme?

A classificação indicativa no Brasil é 16 anos, por conta de cenas de sexo explícito, nudez e violência.

Pra quem é este filme:

  • Fãs do cinema de Guillermo del Toro, especialmente de O Labirinto do Fauno e do universo de criaturas fantásticas.
  • Quem curte romances não convencionais, dramas sensuais e histórias sobre outsiders.
  • Interessados em cinema de autor, fotografia estilizada e narrativas políticas ambientadas na Guerra Fria.