Veja o trailer do filme Hiroshima, Meu Amor
Hiroshima, Meu Amor
O que é Hiroshima, Meu Amor?
Hiroshima, Meu Amor é um drama francês-japonês de 1959, dirigido por Alain Resnais com roteiro de Marguerite Duras. A trama coloca frente a frente uma atriz francesa casada e um arquiteto japonês, em Hiroshima, durante a filmagem de um longa sobre a paz.
Nos dois dias em que ficam juntos, a relação sexual funciona como gatilho para memórias que ela carrega há 14 anos: o caso com um soldado alemão em Nevers, a punição da família e a adega onde foi trancada viva. O tempo do filme não é linear e isso é proposital.
Classificado para 16 anos e com 92 minutos de duração, o longa se tornou um dos pilares do drama modernista europeu.
De 1959 para cá: como o filme virou referência
Estreou em 02/03/1959, na mesma temporada em que a Nouvelle Vaga francesa ganhava fôlego com Os Quatrocentos Golpes e Acossado.
Foi proibido em várias cidades dos EUA e do Reino Unido na época da estreia por abordar um caso entre uma francesa e um alemão no pós-guerra. A polêmica ajudou a fixar o filme no debate cultural.
Em Cannes 1959, dividiu a crítica com Orfeu Negro, que levou a Palma de Ouro, mas o roteiro de Duras é hoje considerado tão revolucionário quanto o de Camus. A frase final, "Hiroshima é o seu nome", virou uma das mais citadas da história do cinema.
Continua em circulação permanente em mostras, cineclubes e catálogos de streaming especializados em clássicos europeus, e é leitura obrigatória em cursos de cinema no mundo todo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a montagem de Resnais e o texto de Duras funcionam como soco silencioso. A passagem entre Hiroshima e Nevers é costurada com cortes secos que tiram o fôlego.
Ponto alto: Emmanuelle Riva segura um papel difícil com o corpo e o olhar. Quase não há música, e mesmo assim cada cena respira tensão.
Ponto fraco: o ritmo é lento e exige paciência. Quem busca narrativa tradicional ou reviravoltas vai sair frustrado nos primeiros 15 minutos.
Ponto fraco: a mixagem entre japonês, inglês e francês, sem legenda clara em algumas cópias, pode confundir espectadores desatentos.
Curiosidades de bastidores
- Resnais queria um documentário sobre Hiroshima. O produtor Samy Halfon recusou e sugeriu uma ficção com romance. Marguerite Duras escreveu o roteiro em poucas semanas.
- A famosa sequência inicial, com os dois corpos entrelaçados cobertos de cinzas, foi filmada com uma técnica de impressão em película para borrar as imagens e evitar nudez explícita.
- O filme foi rodado em apenas nove semanas, metade em Hiroshima e metade em estúdio em Paris, com as cenas de Nevers reconstruídas em sets.
Perguntas frequentes sobre Hiroshima, Meu Amor
Hiroshima, Meu Amor é baseado em fatos reais?
Não. É uma obra de ficção escrita por Marguerite Duras, embora dialogue diretamente com o trauma coletivo do bombardeio de Hiroshima em 1945 e com a Ocupação alemã na França.
Qual a duração do filme Hiroshima, Meu Amor?
São 92 minutos no corte padrão, lançado em 1959. Versões restauradas mantêm a mesma metragem original.
Hiroshima, Meu Amor tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa se encerra com o diálogo final entre os protagonistas e os créditos surgem imediatamente após, sem qualquer sequência extra.
Onde assistir Hiroshima, Meu Amor online?
O filme circula em mostras, cineclubes e catálogos de streaming especializados em clássicos. A disponibilidade muda conforme a plataforma e a região.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema autoral europeu, Nouvelle Vague e diretores como Resnais, Godard e Truffaut.
- Leitores de Marguerite Duras, Simone de Beauvoir e ensaios sobre memória e trauma coletivo.
- Estudantes e professores de cinema, filosofia, história e psicanálise que usam o filme como material de análise.
Título original: Hiroshima mon amour
País de origem: Japão, França
Data do lançamento: 02/03/1959
Distribuidora: Zeta Filmes
Diretor: Alain Resnais
Principais atores: