Veja o trailer do filme Hiroshima, Meu Amor

Hiroshima, Meu Amor

Hiroshima, Meu Amor

16 Drama Duração: 1h 32min

O que é Hiroshima, Meu Amor?

Hiroshima, Meu Amor é um drama francês-japonês de 1959, dirigido por Alain Resnais com roteiro de Marguerite Duras. A trama coloca frente a frente uma atriz francesa casada e um arquiteto japonês, em Hiroshima, durante a filmagem de um longa sobre a paz.

Nos dois dias em que ficam juntos, a relação sexual funciona como gatilho para memórias que ela carrega há 14 anos: o caso com um soldado alemão em Nevers, a punição da família e a adega onde foi trancada viva. O tempo do filme não é linear e isso é proposital.

Classificado para 16 anos e com 92 minutos de duração, o longa se tornou um dos pilares do drama modernista europeu.

De 1959 para cá: como o filme virou referência

Estreou em 02/03/1959, na mesma temporada em que a Nouvelle Vaga francesa ganhava fôlego com Os Quatrocentos Golpes e Acossado.

Foi proibido em várias cidades dos EUA e do Reino Unido na época da estreia por abordar um caso entre uma francesa e um alemão no pós-guerra. A polêmica ajudou a fixar o filme no debate cultural.

Em Cannes 1959, dividiu a crítica com Orfeu Negro, que levou a Palma de Ouro, mas o roteiro de Duras é hoje considerado tão revolucionário quanto o de Camus. A frase final, "Hiroshima é o seu nome", virou uma das mais citadas da história do cinema.

Continua em circulação permanente em mostras, cineclubes e catálogos de streaming especializados em clássicos europeus, e é leitura obrigatória em cursos de cinema no mundo todo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a montagem de Resnais e o texto de Duras funcionam como soco silencioso. A passagem entre Hiroshima e Nevers é costurada com cortes secos que tiram o fôlego.

Ponto alto: Emmanuelle Riva segura um papel difícil com o corpo e o olhar. Quase não há música, e mesmo assim cada cena respira tensão.

Ponto fraco: o ritmo é lento e exige paciência. Quem busca narrativa tradicional ou reviravoltas vai sair frustrado nos primeiros 15 minutos.

Ponto fraco: a mixagem entre japonês, inglês e francês, sem legenda clara em algumas cópias, pode confundir espectadores desatentos.

Curiosidades de bastidores

  • Resnais queria um documentário sobre Hiroshima. O produtor Samy Halfon recusou e sugeriu uma ficção com romance. Marguerite Duras escreveu o roteiro em poucas semanas.
  • A famosa sequência inicial, com os dois corpos entrelaçados cobertos de cinzas, foi filmada com uma técnica de impressão em película para borrar as imagens e evitar nudez explícita.
  • O filme foi rodado em apenas nove semanas, metade em Hiroshima e metade em estúdio em Paris, com as cenas de Nevers reconstruídas em sets.

Perguntas frequentes sobre Hiroshima, Meu Amor

Hiroshima, Meu Amor é baseado em fatos reais?

Não. É uma obra de ficção escrita por Marguerite Duras, embora dialogue diretamente com o trauma coletivo do bombardeio de Hiroshima em 1945 e com a Ocupação alemã na França.

Qual a duração do filme Hiroshima, Meu Amor?

São 92 minutos no corte padrão, lançado em 1959. Versões restauradas mantêm a mesma metragem original.

Hiroshima, Meu Amor tem cena pós-créditos?

Não. A narrativa se encerra com o diálogo final entre os protagonistas e os créditos surgem imediatamente após, sem qualquer sequência extra.

Onde assistir Hiroshima, Meu Amor online?

O filme circula em mostras, cineclubes e catálogos de streaming especializados em clássicos. A disponibilidade muda conforme a plataforma e a região.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema autoral europeu, Nouvelle Vague e diretores como Resnais, Godard e Truffaut.
  • Leitores de Marguerite Duras, Simone de Beauvoir e ensaios sobre memória e trauma coletivo.
  • Estudantes e professores de cinema, filosofia, história e psicanálise que usam o filme como material de análise.

Título original: Hiroshima mon amour

País de origem: Japão, França

Data do lançamento: 02/03/1959

Distribuidora: Zeta Filmes

Diretor: Alain Resnais

Principais atores: