Harmada
Sobre o que é Harmada
Harmada acompanha um artista destroçado pela carreira. Depois de uma sequência de fracassos, ele está no limite.
A vida dele muda quando surge uma jovem que pode ser sua filha. Esse encontro improvável empurra o protagonista para um novo projeto criativo.
O resultado desse processo é o que dá ao filme o seu eixo dramático, misturando criação artística, paternidade tardia e a tentativa de recomeçar do zero. Dirigido por Maurice Capovilla, o longa se inscreve na linhagem do drama autoral brasileiro.
Estreia e legado
Harmada foi lançado em 31 de dezembro de 2003, em circuito bastante restrito. Não chegou a ter distribuição massiva nem campanha de premiação em festivais de grande porte.
É um daqueles títulos que circulam mais entre cinéfilos e pesquisadores do cinema nacional do que no grande público. Hoje, o filme sobrevive basicamente pelo nome do diretor e pelo protagonismo de Paulo César Pereio.
Para quem já viu O Casal (1975) ou quer comparar com Nervos de Aço (2016), Harmada funciona como peça complementar de uma filmografia de fronteira entre o experimental e o popular.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a atuação de Paulo César Pereio carrega o filme nas costas. É um trabalho de físico e olhar, ideal para quem aprecia interpretação contida.
A direção de Capovilla mantém um tom sóbrio, sem melodrama exagerado. Em alguns momentos, lembra o estilo de Bang Bang (1967), especialmente no uso do silêncio.
Ponto fraco: o ritmo é lento e exige paciência. Quem busca emoção imediata vai se frustrar.
A trama central também é tratada com economia excessiva, deixando pontas soltas sobre a relação com a jovem e o tal projeto transformador.
Curiosidades
- O longa se conecta tematicamente a O Que É Isso Companheiro? (2024) e Aos Teus Olhos (2018) no recorte do cinema político brasileiro contemporâneo
- Paulo César Pereio já tinha longa experiência em papéis introspectivos, o que combina com o tom sóbrio do filme
- A classificação indicativa oficial ainda não foi definida pelo sistema Culturadigital, embora o conteúdo seja claramente adulto
Perguntas frequentes
Harmada é um filme bom?
É um filme honesto, mas lento. Funciona bem para quem curte cinema de autor brasileiro, mas pode decepcionar quem espera emoção mais acessível.
Quem dirige Harmada?
A direção é de Maurice Capovilla, nome importante do cinema brasileiro de vanguarda.
Harmada tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma seca, sem recursos extras após os créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs do cinema autoral brasileiro, em especial da obra de Maurice Capovilla
- Quem curte dramas intimistas sobre recomeço, criação artística e paternidade improvável
- Leitores de Paulo César Pereio que querem revisitar atuações menos óbvias do ator