Harmada

Harmada

Drama Duração: 1h 40min

Sobre o que é Harmada

Harmada acompanha um artista destroçado pela carreira. Depois de uma sequência de fracassos, ele está no limite.

A vida dele muda quando surge uma jovem que pode ser sua filha. Esse encontro improvável empurra o protagonista para um novo projeto criativo.

O resultado desse processo é o que dá ao filme o seu eixo dramático, misturando criação artística, paternidade tardia e a tentativa de recomeçar do zero. Dirigido por Maurice Capovilla, o longa se inscreve na linhagem do drama autoral brasileiro.

Estreia e legado

Harmada foi lançado em 31 de dezembro de 2003, em circuito bastante restrito. Não chegou a ter distribuição massiva nem campanha de premiação em festivais de grande porte.

É um daqueles títulos que circulam mais entre cinéfilos e pesquisadores do cinema nacional do que no grande público. Hoje, o filme sobrevive basicamente pelo nome do diretor e pelo protagonismo de Paulo César Pereio.

Para quem já viu O Casal (1975) ou quer comparar com Nervos de Aço (2016), Harmada funciona como peça complementar de uma filmografia de fronteira entre o experimental e o popular.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a atuação de Paulo César Pereio carrega o filme nas costas. É um trabalho de físico e olhar, ideal para quem aprecia interpretação contida.

A direção de Capovilla mantém um tom sóbrio, sem melodrama exagerado. Em alguns momentos, lembra o estilo de Bang Bang (1967), especialmente no uso do silêncio.

Ponto fraco: o ritmo é lento e exige paciência. Quem busca emoção imediata vai se frustrar.

A trama central também é tratada com economia excessiva, deixando pontas soltas sobre a relação com a jovem e o tal projeto transformador.

Curiosidades

  • O longa se conecta tematicamente a O Que É Isso Companheiro? (2024) e Aos Teus Olhos (2018) no recorte do cinema político brasileiro contemporâneo
  • Paulo César Pereio já tinha longa experiência em papéis introspectivos, o que combina com o tom sóbrio do filme
  • A classificação indicativa oficial ainda não foi definida pelo sistema Culturadigital, embora o conteúdo seja claramente adulto

Perguntas frequentes

Harmada é um filme bom?

É um filme honesto, mas lento. Funciona bem para quem curte cinema de autor brasileiro, mas pode decepcionar quem espera emoção mais acessível.

Quem dirige Harmada?

A direção é de Maurice Capovilla, nome importante do cinema brasileiro de vanguarda.

Harmada tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina de forma seca, sem recursos extras após os créditos finais.

Pra quem é este filme:

  • Fãs do cinema autoral brasileiro, em especial da obra de Maurice Capovilla
  • Quem curte dramas intimistas sobre recomeço, criação artística e paternidade improvável
  • Leitores de Paulo César Pereio que querem revisitar atuações menos óbvias do ator

País de origem: Brasil

Data do lançamento: 31/12/2003

Diretor: Maurice Capovilla

Principais atores: