Veja o trailer do filme Hancock
Hancock
Hancock: o anti-herói que o público não pediu
Hancock não é o super-herói que a gente queria. Ele é o que sobrou. Bêbado, mal-encarado, com poderes absurdos e zero jeito social, ele causa mais destruição do que os bandidos que persegue.
É nessa premissa torta que o filme de Peter Berg encontra o seu trunfo. A ideia de mostrar um herói que o público odeia já rende boas piadas logo nos primeiros minutos.
Quando o relações-públicas Ray Embrey (Jason Bateman) entra na história, a sátira vira quase um drama sobre imagem pública. Funciona — até o roteiro decidir virar outro filme pela metade.
Estreia e legado de Hancock
Lançado em 12 de novembro de 2008 nos EUA, Hancock chegou ao Brasil em julho de 2008 e faturou cerca de 624 milhões de dólares no mundo todo. Foi a maior abertura da carreira de Will Smith na época.
Curiosamente, o filme dividiu público e crítica. Enquanto parte do público curtia a pegada cínica, vários críticos reclamaram da mudança de tom brusca na segunda metade. A ação inicial e a química entre Smith e Bateman viraram referência em listas de heróis "problemáticos".
Até hoje, Hancock aparece em debates sobre o que um filme de super-herói pode (ou não) fazer com o espectador. Foi pensado para ter sequência, mas o roteiro e a recepção morna do segundo ato esfriaram os planos da Sony.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o primeiro ato é genial. Will Smith entrega um Hancock debochado, com piadas ácidas sobre a fama de super-herói. A cena em que ele para um trem sozinho já vale o ingresso.
Ponto fraco: a partir da metade, o filme muda de registro e vira um drama romântico com reviravolta mitológica. Quem esperava mais comédia desconstrutoraz fica frustrado. O ritmo despenca e nunca se recupera.
Curiosidades sobre Hancock
- O roteiro original era muito mais sombrio e tinha classificação R. A Sony pediu refilmagens para garantir o público adolescente e o resultado final é o que chegou aos cinemas.
- Akiva Goldsman e Thomas Lennon reescreveram partes importantes do roteiro durante a pós-produção, o que explica a mudança brusca de tom no meio do filme.
- A cena em que Hancock para um trem de carga foi gravada com um trilho falso construído em plena linha férrea ativa nos arredores de Los Angeles.
Perguntas frequentes sobre Hancock
Hancock tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com uma sequência sutil durante os créditos finais, mas não há cena extra. O desfecho fecha a trama principal logo nos últimos minutos.
Hancock é bom?
É um filme irregular. O primeiro ato é ótimo, com humor ácido e ação criativa. A segunda metade vira outro filme, com reviravolta mitológica que divide opiniões. Vale pelo carisma de Will Smith.
Hancock faz parte de algum universo cinematográfico?
Não oficialmente. Foi pensado para iniciar uma franquia, mas a recepção morna e a mudança de tom esfriaram os planos da ficção científica original da Sony para o personagem.
Pra quem é este filme:
- Fãs de super-heróis fora do padrão Marvel/DC, que curtem versões cínicas e desconstruídas do gênero.
- Quem gosta de comédia de humor ácido, mesmo com pitada de drama pesado no final.
- Admiradores da química de Will Smith com Jason Bateman em duplas improváveis.
País de origem: EUA
Data do lançamento: 12/11/2008
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: Peter Berg
Principais atores: