GÓRGONA

GÓRGONA

16 Ficção Documentário Duração: 1h 35min

O que esperar do filme

GÓRGONA é um filme que mistura ficção e documentário numa Grécia ficcional.

A história se passa numa cidade-estado miserável, controlada por uma refinaria de gasolina que dita a economia local.

Os homens, todos armados, exercem o poder de forma absoluta. Quando Nikos, o líder, fica doente, o único ponto fora da curva é a inclusão de Maria, sua protegida, como candidata à sucessão.

A situação se complica com a chegada de Eleni, uma cantora que vai virar a chave da narrativa.

Estreia e legado

GÓRGONA teve sua primeira exibição mundial na Semana da Crítica do Festival de Veneza, um dos principais pontos de lançamento do cinema autoral mundial.

O longa chegou ao circuito comercial brasileiro no dia 31 de dezembro de 2024, distribuído pela Espaço Filmes, com sessões restritas em cineclubistas e salas alternativas.

É um filme pequeno em escala, mas pesado em ambição temática: a discussão sobre patriarcado, petróleo e violência no sul da Europa.

Quem acompanha cinema político contemporâneo deve ficar de olho no título da coprodução entre França e Grécia, que carrega a assinatura de três diretores.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a construção da atmosfera opressiva da cidade-refinaria. As ruas, os uniformes, a luz âmbar do petróleo e o silêncio masculino pesado criam um cenário de guerra civil cotidiana.

As atuações de Margita Gosheva e Stefan Denolyubov sustentam o tom contido e tenso do filme.

Ponto fraco: o ritmo deliberadamente lento exige paciência. A narrativa fragmentada lembra o que se viu em GLORY (2017), o que é referência forte para os iniciados, mas pode frustrar quem busca respostas fáceis.

O final deixa a interpretação aberta, dividindo o público entre os que consideram ousado e os que acham evasivo.

Curiosidades de bastidor

  • O filme é uma coprodução entre França e Grécia com três diretores no comando, formato raro para longas-metragens narrativos.
  • Com 95 minutos, aposta em elipses e narração indireta para escapar do didatismo.
  • Foi selecionado para a Semana da Crítica de Veneza, mesma vitrine que revelou cineastas como Alice Rohrwacher.

Perguntas frequentes

GÓRGONA é ficção ou documentário?

É uma mistura das duas linguagens. O roteiro simula uma cidade fictícia, mas se apoia em estrutura documental para dar verossimilhança.

GÓRGONA tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina antes dos créditos finais, sem teaser adicional ou cena extra.

Quem assina a direção de GÓRGONA?

A direção é uma coautoria de Pedro Jezler, Fábio Furtado e Evi Kalogiropoulou.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema político europeu e dramas com ambientação seca e industrial.
  • Leitores de ensaios sobre patriarcado, pós-colonialismo e crise climática que curtem narrativas em camadas.
  • Quem acompanha mostras alternativas e curte a filmografia de Pedro Jezler, Fábio Furtado e Evi Kalogiropoulou.