Funk
O que é Funk e por que ele importa
MC Sabrina é o nome que faz o Morro dos Prazeres tremer toda vez que o som liga. Jovem funkeira, ela comanda bailes nas favelas cariocas com a mesma autoridade de quem nasceu pra aquilo — e, de certa forma, nasceu mesmo.
Filha da lendária MC Priscila, uma pioneira do ritmo que não soube administrar o próprio sucesso e perdeu quase tudo, Sabrina carrega nos ombros o peso de um talento herdado e a sombra de um cautionary tale maternal.
Dirigido por Aly Muritiba, com assistência de Sabothati, o longa é um drama de ficção sobre ascensão, identidade e o preço de virar produto.
Estreia, legado e impacto cultural
Funk chega aos cinemas brasileiros em 31 de dezembro de 2025, em uma janela de estreia que mira o público jovem conectado à cena urbana. A expectativa é de mobilização nas redes sociais, especialmente entre fãs do gênero musical retratado.
Apesar de ser uma obra inaugural, o longa já se posiciona como peça relevante no catálogo recente do cinema nacional periférico, ao lado de títulos como Ferrugem, de 2018, e do próprio A Gente, também de Aly Muritiba.
A distribuição é feita pela Festival, com exibição inicial em circuito limitado e posterior expansão pelas salas brasileiras. O filme dialoga com uma geração que vê no funk menos um gênero musical e mais um marcador cultural que precisa ser levado a sério pelo audiovisual.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a presença de MCs reais no elenco principal — MC Nem, Lelê, Kibba e Crazzy Jaff — dá ao longa uma camada de autenticidade que roteiristas de fora raramente conseguem capturar. O Morro dos Prazeres em tela não é cenário, é personagem.
Ponto alto: a direção de Aly Muritiba aposta em uma câmera próxima, quase documental, que potencializa o conflito mãe e filha sem melodrama fácil.
Ponto fraco: o arco do produtor Alberto beira o maniqueísmo em alguns momentos, e a transformação proposta à protagonista escorrega para o território do déjà vu de dramas sobre artistas vendidos.
Ponto fraco: quem não consome funk pode sentir um estranhamento inicial com a linguagem e o ritmo narrativo, especialmente nos primeiros 20 minutos.
Curiosidades dos bastidores
- Quatro dos cinco nomes principais do elenco são MCs de verdade, não atores contratados — uma decisão do diretor Aly Muritiba para preservar a verdade da linguagem corporal nos palcos.
- O filme foi gravado no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, Rio de Janeiro, com locações reais e moradores participando como figurantes em várias cenas.
- A direção-assistente de Sabothati ajudou a aproximar o roteiro do cotidiano carioca, evitando o olhar de fora que costuma comprometer dramas sobre funk.
Perguntas frequentes
Funk tem cena pós-créditos?
Não há confirmação oficial sobre cena pós-créditos até o momento. O mais provável é que o filme siga o formato tradicional de drama brasileiro, sem teaser extra no final.
Funk é bom? Vale a pena assistir?
Vale especialmente para quem gosta de dramas sobre identidade cultural e indústria musical. A autenticidade do elenco de MCs é o maior trunfo; o roteiro, embora competente, aposta em arquétipos já conhecidos do gênero.
Funk estreia quando nos cinemas?
A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 31 de dezembro de 2025, com distribuição da Festival e exibição inicial em circuito limitado.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema brasileiro periférico e urbanas, que acompanham obras como Pátio e Circular em busca de narrativas vindas das favelas brasileiras.
- Quem consome funk carioca como cultura e já se perguntou como seria um filme que levasse a cena a sério, sem caricatura.
- Admiradores do trabalho de Aly Muritiba e de atrizes como Duda Santos, que entrega aqui mais uma protagonista feminina forte.
Título original: Funk
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 31/12/2025
Distribuidora: Festival
Diretor: Aly Muritiba, Sabothati (diretora assistente)
Principais atores: