Aly Muritiba

Aly Muritiba (Mairi, 20 de fevereiro de 1979) é um roteirista, produtor e diretor de cinema e televisão brasileiro. Reconhecido como um dos mais influentes e importantes diretores da Pós Retomada do cinema brasileiro, sua carreira é marcada pela aclamação nacional e internacional, com seus filmes lhe renderndo inúmeros prêmios e indicações em diversas cerimônias, incluindo passagens por grandes festivais internacionais de cinema.

Começou sua carreira no cinema na direção de curtas-metragens. Seus curtas de destaque são o drama A Fábrica (2011) e o documentário Pátio (2013). Seu primeiro trabalho como diretor de um longa-metragem ocorreu com Circular (2012), dividindo a direção com Fábio Allon, Bruno de Oliveira, Adriano Esturilho e Di Florentino. Seu segundo longa-metragem foi o documentário A Gente (2013). Em 2015, lança o suspense Para Minha Amada Morta, sobre um fotógrafo que fica obcecado após descobrir um segredo de sua falecida esposa em uma gravação. Dirige e escreve Ferrugem, onde explora o cyberbullying e revenge porn de adolescentes numa escola de Curitiba.

Nóis por Nóis, seu quarto longa-metragem, conta a história de jovens que vivem em uma periferia violenta de Curitiba. Dirige e escreve episódios para as séries Carcereiros, Irmandade e Irmãos Freitas. A minissérie O Caso Evandro, sobre o desaparecimento e morte do garoto Evandro Ramos Caetano e a investigação do caso, foi indicado ao Emmy Internacional de 2022 na categoria Melhor Documentário. Com Deserto Particular, é premiado no Festival de Cinema de Veneza com o BNL People's Choice Award, sendo ainda escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil no Oscar 2022. Também dirigiu as séries Cangaço Novo e Cidade de Deus: A Luta Não Para.

Jesus Kid, uma comédia sobre um escritor de faroestes em dificuldades, foi indicado a três Grandes Otelo nas categorias Melhor Comédia, Melhor Roteiro Adaptado e Melhores Efeitos Visuais. Dirigiu e escreveu Barba Ensopada de Sangue, baseado no romance homônimo de Daniel Galera.