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Filadélfia

Filadélfia

Drama Duração: 1h 59min

O que é Filadélfia

Filadélfia é o primeiro grande filme de Hollywood a tratar a AIDS e a homofobia como tema central, sem rodeios. Lançado em 1993 e estreando no Brasil em março de 1994, o longa do diretor Jonathan Demme parte de uma premissa simples: um advogado é demitido após o escritório descobrir que ele tem HIV.

A partir daí, o filme se transforma em um drama jurídico que usa o tribunal como palco para discutir preconceito, dignidade e o custo de ser honesto sobre quem se é. Para quem curte drama de tribunal com viés social, é praticamente um marco obrigatório.

Estreia e legado

Filadélfia chegou aos cinemas norte-americanos em dezembro de 1993 e desembarcou no Brasil em 4 de março de 1994, no mesmo ano de Forrest Gump: O Contador de Histórias, com quem dividiu o Oscar principal.

Tom Hanks levou o Oscar de Melhor Ator por sua interpretação, e Bruce Springsteen venceu o Grammy com "Streets of Philadelphia", tema central do filme. Em 1994, a produção também concorreu a Melhor Filme, Melhor Canção Original e Melhor Roteiro Original.

Trinta anos depois, segue sendo citado em listas de filmes essenciais sobre os anos 90, HIV e direitos civis. Sua importância cultural é inegável, mesmo que a linguagem cinematográfica tenha envelhecido em alguns trechos.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a dupla Tom Hanks e Denzel Washington funciona muito bem. Hanks entrega uma performance física e emocional corajosa, perdendo peso visivelmente para retratar o avanço da doença, e Denzel sustenta o arco de transformação do personagem com precisão.

A direção de Demme conduz a história com honestidade, sem cair em sensacionalismo. A trilha sonora, com Bruce Springsteen e Neil Young, dá o tom certo nos momentos-chave.

Ponto fraco: o roteiro escorrega no melodrama em algumas cenas, especialmente nas reações da família e nos momentos do tribunal. Para o espectador acostumado ao ritmo do cinema contemporâneo, pode parecer datado e um pouco lento no segundo ato.

Curiosidades

  • Tom Hanks perdeu cerca de 12 quilos para retratar fisicamente o avanço da doença no personagem, chegando a alterar a cor da maquiagem para parecer mais debilitado nas cenas finais.
  • A participação de Antonio Banderas como o parceiro de Andrew é um dos primeiros papéis de destaque do ator espanhol em Hollywood em língua inglesa.
  • Bruce Springsteen compôs "Streets of Philadelphia" especificamente para o filme após assistir a uma versão ainda sem trilha sonora. A canção venceu o Grammy e o Oscar de Melhor Canção Original.

Perguntas frequentes

Filadélfia é baseado em uma história real?

Não diretamente. O roteiro é inspirado em fatos reais e relatos de profissionais que perderam o emprego após revelar o diagnóstico de HIV, mas os personagens Andrew Beckett e Joe Miller são ficcionais.

Filadélfia tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a resolução do caso e uma cena de encerramento emotiva, sem cenas extras após os créditos.

Filadélfia ganhou o Oscar de Melhor Filme?

Não. Foi indicado a Melhor Filme em 1994, mas perdeu o prêmio principal para Forrest Gump: O Contador de Histórias. Levou, porém, os Oscars de Melhor Ator (Tom Hanks) e Melhor Canção Original.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas jurídicos dos anos 90, à procura de um clássico do gênero.
  • Quem se interessa por cinema sobre direitos civis, HIV e luta contra o preconceito.
  • Espectadores que acompanham a filmografia de Tom Hanks e Denzel Washington desde os anos 90.