Veja o trailer do filme Festival Ópera na Tela - Rigoletto
Festival Ópera na Tela - Rigoletto
Rigoletto: o bufão, a maldição e a tragédia
Rigoletto trabalha como bufão da corte do Duque de Mântua, e faz questão de debochar de todos que cruzam seu caminho — incluindo o Conde Ceprano, marido de uma das mulheres desejadas pelo Duque.
Essa irreverência cobra um preço alto: o Conde Monterone, pai de uma jovem atacada pelo Duque, amaldiçoa Rigoletto em plena corte.
O bufão até tenta proteger a filha Gilda em casa, mas o Duque descobre a moça, se disfarça e a seduz. Quando Rigoletto descobre o que aconteceu, arma um plano para matar o Duque.
O problema é que o sicário Sparafucile confunde alvos, e o corpo jogado no saco é justamente o de Gilda. O desfecho é um dos mais brutais do repertório de Verdi.
Estreia e legado da produção
A montagem registrada neste Festival Ópera na Tela foi apresentada na Opéra National de Paris na temporada 2016/2017, com direção cênica do alemão Claus Guth, conhecido por suas leituras visuais refinadas do repertório operístico.
Chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, como parte do circuito de transmissões ao vivo e gravadas que o Festival Ópera na Tela mantém no país desde os anos 2000.
A obra original de Verdi estreou em 1851 no Teatro La Fenice, em Veneza, e é considerada uma das óperas mais executadas do mundo. O público da temporada parisiense reconheceu o mérito do elenco principal, com aplausos destacados para o barítono Quinn Kelsey no papel-título.
Para quem busca outras obras do mesmo ciclo, vale conferir a leitura de Festival de Ópera na Tela - La Traviata e também A Noiva do Czar, outra produção exibida no circuito em 2017.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o terceto principal masculino é muito consistente, com Michael Fabiano exibindo o Duke com a dramaticidade vocal e a extensão que a ária "La donna è mobile" exige.
Olga Peretyatko entrega uma Gilda vulnerável na medida certa, e Quinn Kelsey sustenta o peso cênico de Rigoletto sem soar exagerado.
A orquestra da Opéra de Paris, sob regência precisa, dá o respiro dramático que os recitativos pedem.
Ponto fraco: a proposta cênica de Guth é elegante, mas conservadora. Quem já viu muitas montagens modernas pode achar o visual burocrático demais.
Os 150 minutos exigem atenção, especialmente no segundo ato, que arrasta em alguns momentos.
Curiosidades de bastidores
- Rigoletto é a ópera que inaugurou a famosa "trilogia popular" de Verdi, junto com Il Trovatore e La Traviata, todas escritas no início dos anos 1850.
- A ária "La donna è mobile" ficou proibida de ser ensaiada na frente do elenco até a véspera da estreia, para que o público a ouvisse pela primeira vez já no teatro.
- A montagem de Claus Guth reposiciona a ação em um espaço quase onírico, fugindo do cenário renascentista tradicional que a maioria das produções utiliza.
Perguntas frequentes
Festival Ópera na Tela - Rigoletto é um filme ou uma ópera gravada?
É uma gravação da produção cênica apresentada na Opéra National de Paris, exibida nos cinemas como parte do Festival Ópera na Tela, com áudio da orquestra e cantores e legendas em português.
Qual a duração total de Rigoletto?
A apresentação tem 150 minutos, incluindo um ou dois intervalos, dependendo da edição exibida pelo cinema.
Rigoletto tem cena pós-créditos?
Não. Como é uma gravação de uma produção de ópera e não um filme de ficção, não há cena pós-créditos nem elementos extras no final.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ópera que querem revisitar um clássico do repertório italiano com elenco de peso.
- Assinantes e frequentadores do Festival Ópera na Tela que colecionam gravações de temporadas internacionais.
- Estudantes de canto e regência interessados em estudar uma produção de referência da Opéra de Paris.
Título original: Rigoletto
País de origem: Paris
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Claus Guth
Principais atores: